Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, I Congresso Nacional para Salvaguarda do Patrimônio Cultural ​

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SABORES MIGRANTES NA FORMAÇÃO DO ESTADO DE SÃO PAULO
Maria Inês Rauter Mancuso

Prédio: Instituto Nacional de Pesquisas do Pantanal
Sala: Apresentação Artigos 02
Data: 04-10-2017 11:10  – 11:30
Última alteração: 18-09-17

Resumo


Neste estudo, o objetivo principal é, a partir de memórias de velhos moradores e de observações pessoais, descrever a constituição e transformações de parte da região central do Estado de São Paulo, durante o século XX, em especial da perspectiva dos novos sabores trazidos pelos migrantes. Inserem-se também, como objetivos, primeiro, registrar alguns casos exemplares sobre a industrialização de alimentos, que apontam para a contribuição desses migrantes e para mudanças econômicas, e, segundo, contrastar experiências vividas na cidade de São Paulo, com as vividas no interior, apreciando mudanças no modo cotidiano de vida. A referência teórica para memória foi desenvolvida por Halbwachs, de matriz durkheimianiana. Para Durkheim, as representações sociais - que conferem significado e importância a coisas que desejamos valorizadas e preservadas como patrimônio - se individualizam pelo corpo. Assim, se atribui significado social e cultural aos sabores que penetram por um dos cinco sentidos. Duas outras referências são básicas: Certeau, com a discussão do cotidiano e, neste, o cozinhar, em especial o que se faz em casa, e António Cândido que desenvolve uma Sociologia da Alimentação ao estudar as mudanças, durante a primeira metade do século XX, do modo de vida de parceiros do interior do Estado de São Paulo.   Palavras-chave: memória; representação social; sabor; comida.