Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

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Mulher E Cárcere: A (In)Visibilidade Da Violência De Gênero Nos Limites Da Penitenciária Feminina De Mato Grosso “Ana Maria Do Couto May”.
Taynara Morais Humbelino

Última alteração: 29-09-17

Resumo


Resumo: No contexto de intensas transformações sociais e reformulações do capitalismo, em sua versão financeirizada e mundializada, na contemporaneidade, os rebatimentos na questão social são significativos e degradantes, causando a intensificação das desigualdades e opressões, bem como os processos de resistências. Em decorrência das reformas estruturais no redimensionamento das responsabilidades do Estado, alguns serviços sociais foram privatizados para acumulação do capital, como desmonte das políticas públicas de caráter universal. As desigualdades, opressões e as reformas, trazem à tona discussões sobre temas pertinentes, como aumento da criminalidade e a violência contra a mulher (em todos os âmbitos), fenômenos crescentes em nossa sociedade. A violência praticada contra mulheres decorre na maioria das vezes do preconceito ainda enraizado na sociedade que, resistem às barreiras do tempo e espaço. A violência, a opressão, o preconceito vem se metamorfoseando com o passar dos anos caracterizando-se das mais diversas formas possíveis de agressão, fazendo com que a mulher continue de alguma forma, subordinada às agressões, que vezes muitas se tornam invisíveis em uma sociedade masculinizada, esta violência se expressa como uma das mais cruéis expressões da questão social, em razão de gênero. No sistema prisional brasileiro e nas mais diferentes conjunturas, a mulher vivencia as diversas desigualdades, sendo uma das principais, a violência de gênero, que, afeta sua integridade física, moral, psicológica e patrimonial dificultando o seu acesso a direitos fundamentais. A violência contra a mulher está tão naturalizada que até mesmo na organização do sistema penitenciário, há o desrespeito a seus direitos humanos, que afeta as diversas particularidades da condição feminina, imputando-as as diversas formas de preconceitos e estereótipos, em face da sua condição. Diante do exposto buscamos, conhecer, analisar as relações de gênero e possíveis violência advindas da condição de ser mulher dentro do sistema prisional bem como as condições de vida em cárcere, de mulheres presas na Penitenciaria Feminina Ana Maria do Couto May, buscando uma compreensão em torno da realidade vivenciada por essas mulheres, procurando contribuir para a produção de conhecimento específica sobre esta realidade.  

 

Palavras- Chaves: Prisão, Gênero, Violência.