Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, IX Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
As Marcas de Rondon: Representações sobre/ do patrimônio arquitetônico da Comissão Telegráfica em Mato Grosso
Priscila Waldow

Última alteração: 26-09-17

Resumo


Era o fim da era monárquica no Brasil quando militares imbuídos da missão positivista de integrar o país pela comunicação, utilizando a tecnologia do telégrafo elétrico, devassavam as florestas rumo ao Oeste. Ao longo dos anos em que a Comissão Construtora de Linhas Telegráficas, que passa a ser chamada com o nome de seu chefe, de Comissão Rondon. A medida em que iam avançando os sertões mato-grossenses para a instalação das linhas, estações telegráficas eram construídas, muitas vezes essas construções se tornavam marco da ocupação desenvolvimento de novos vilarejos que iam se formando em seu entorno, assim que o telégrafo era instalado. A comunicação era uma estratégia do governo da Primeira República para viabilizar a ocupação e o controle nacional das áreas “inexploradas” do oeste do Brasil, a missão do mato-grossense Rondon, tinha caráter tecnológico, humanitário e científico e por isso ganha repercussão nacional e internacional. A memória dos feitos de Rondon, persiste materializada nos edifícios que fazem referência a esse momento histórico. Em 2007, em comemoração ao centenário da Comissão Rondon, o Governo do Estado de Mato Grosso, através da Secretaria de Cultura, destinou recursos à restauração e reconstrução de quatro estações telegráficas, na intenção de homenagear o ilustre mato-grossense e valorizar a história das comunidades que se desenvolveram a partir da chegada do telégrafo. A presente dissertação propõem uma discussão a partir dos conceitos da história em sua inter-relação com a arquitetura e como essas ciências se relacionam na compreensão do patrimônio histórico material; as políticas de salvaguarda destes

no Mato Grosso em uma perspectiva histórica, e a educação patrimonial como método de ações continuadas para a preservação do patrimônio.

 

Palavras-chave: Comissão Rondon; patrimônio histórico; arquitetura; Mato Grosso.