Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Produção de forragem de Urochloa brizantha cv. Paiaguás sob manejos de aplicação de cinza vegetal no Cerrado Mato-grossense
Bency G Simeon, Edna Maria Bonfim-Silva, André Pereira Freire Ferraz, Tonny José Araújo da Silva

Última alteração: 20-09-19

Resumo


O plantio e o manejo adequado de plantas forrageiras representam a base para a implantação de sistemas de produção pecuários eficientes. Assim, a Urochloa brizantha (Hochst. ex A. Rich.) R.D. Webster cv. BRS Paiaguás se apresenta como uma importante alternativa para produção de forragem no Cerrado brasileiro. Nesse aspecto, o manejo de nutrientes do solo é fundamental para a manutenção do potencial produtivo das culturas forrageiras e uso de cinza vegetal pode representar uma alternativa à utilização de fertilizantes minerais, o que também proporciona uma destinação a esse resíduo sólido. Objetivou-se avaliar a utilização da cinza vegetal em duas formas de aplicação (incorporada e não incorporada ao solo), como fertilizante e corretivo do solo em pastagem de capim Paiaguás no Cerrado Mato-grossense. O experimento foi realizado em campo, na Universidade Federal de Mato Grosso, Rondonópolis – MT. O delineamento utilizado foi o de blocos casualizados, com quatro repetições, em esquema fatorial 5 x 2 (cinco doses de cinza vegetal: 0; 8; 16; 24 e 32 t ha-1, que compõem as parcelas principais (6 x 12 m), e duas formas de aplicação (cinza incorporada e não incorporada), que correspondem às subparcelas (6 x 6 m), as quais foram dispostas em faixas). Foram realizados três cortes para avaliação da forragem, os quais ocorreram aos 60, 90 e 120 dias após a semeadura (DAS). Em cada colheita, foram avaliadas a produção de massa seca de colmos e de lâminas foliares. Os dados foram submetidos à análise de variância e regressão (p≤0,05) por meio do programa estatístico SISVAR. No primeiro corte, houve diferença significativa para doses e formas de aplicação da cinza vegetal, em que as maiores massas secas de colmos e de lâminas foliares (4,96 e 4,32 t ha-1), respectivamente, foram observadas na maior dose de cinza vegetal aplicada (32 t ha-1), no manejo com a incorporação da cinza vegetal. No segundo corte da gramínea forrageira não houve diferença significativa entre os fatores para massa de colmo, enquanto para massa de lâminas foliares, houve diferença significativa, em que os dados com ajuste ao modelo linear de regressão, em que a maior dose de cinza vegetal proporcionou uma massa de lâminas foliares de 5,60 t ha-1, e para o corte realizado aos 120 DAS, houve diferença significativa somente para as doses de cinza vegetal aplicada para a massa seca de colmo, em que os resultados foram ajustados a uma função polinomial, em que a dose  de 30 t ha-1  proporcionou a maior massa seca de colmo (3,41 tha-1), enquanto para a massa de lâminas foliares, não houve efeito significativo. A cinza vegetal aumentou a produção de colmos e lâminas foliares do capim paiaguás, portanto, pode ser considerada uma fonte de nutrientes para as plantas forrageiras no cerrado Mato-grossense.

Palavras-chave


gramínea forrageira; lâminas foliares; resíduo sólido