Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Expansão Dos Cursos Tecnólogos No Estado De Mato Grosso
Lorena Filipim Souza

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Desde seu surgimento, o Ensino Tecnólogo, foi caracterizado como de natureza profissional, ou seja, interligada a Educação Profissional, atribuindo-a caráter de treinamento para a produção, sendo destituída da visão crítica dos processos sociopolíticos e culturais que cercam a ação educativa (ALBUQUERQUE, 2015). De acordo com Souza (2012), o Decreto nº. 2.208 de 17 de abril de 1997 é um marco para os CST´s, sendo criado para regulamentar os artigos 39 e 42 da LDB, que trata sobre a educação profissional, até então não regulamentada. Sendo então a educação dividida em três níveis: básico, destinado à qualificação, requalificação e reprofissionalização dos trabalhadores, independente da escolaridade prévia; técnico, destinado a proporcionar habilitação profissional a alunos matriculados ou egressos do ensino médio; e tecnólogo, correspondente a cursos de nível superior na área tecnológica, destinado a egressos do ensino médio e técnico (BRASIL, 1997, art. 3º). O objetivo deste texto consiste em analisar a expansão dos cursos tecnólogos no estado de Mato Grosso, desde a promulgação das Leis e Diretrizes Básicas em 1996- LDB/96 até o ano de 2017. Para tanto foi realizada busca bibliográfica de dissertações e artigos em plataformas e acervos digitais como CAPES, ANPED e Scielo, utilizando “ensino tecnólogo”, “educação tecnóloga” e “ensino superior”, como descritores para a pesquisa, além da análise estatística dos dados disponibilizados no Censo da Educação Superior pelo Instituto Nacional Anísio Teixeira- INEP, sendo analisados para esta pesquisa somente dados que se referem ao ensino tecnólogo presencial. Segundo descreve Morais (2015), no Estado de Mato Grosso, o debate sobre o processo de transformação para Instituto Federal se desenrolou de forma semelhante ao que aconteceu no cenário nacional. Após a transformação para IFMT, as características dessa nova instituição foram sendo redesenhadas reunindo as estruturas existentes àquelas que seriam construídas ao longo das fases da expansão da Rede Federal. E conforme estabelecido na Lei nº 11.894 de 29 de dezembro de 2008, tais instituições deveriam ofertar a educação profissional nos níveis médio e superior, na modalidade presencial e a distância, e de modo especial, com ênfase no desenvolvimento socioeconômico local, regional e nacional. No que tange o ensino privado, Mato Grosso até meados da década de 1990, contava com apenas uma universidade privada, a Universidade de Cuiabá, mantida pela União das Escolas Superiores de Cuiabá. A partir do ano 2000 assiste-se à transformação de duas IES privadas em centros universitários: a Associação Educacional Cândido Rondon passa a se chamar Centro Universitário Cândido Rondon, as Faculdades Várzea-Grandenses passam a ser Centro Universitário de Várzea Grande. (GIANEZINI, 2015). Nota-se um esforço do Estado em ampliar a oferta e interiorizar a educação pública federal, com a criação dos Institutos Federais e ampliação de campi, como ocorreu no Estado do Mato Grosso. No que se refere ao contexto econômico, social e local evidenciado, a pesquisa sobre a expansão não só dos cursos tecnólogos, mas também em sua totalidade, se faz importante e relevante quando associada e equiparada ao cenário político educacional.


Palavras-chave


expansão;ensino superior; educação;tecnólogo