Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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IGUALDADE DE DIFERENÇAS: DIÁLOGOS ENTRE GÊNERO, SEXUALIDADE E EDUCAÇÃO
Amanda de Oliveira Santana, Eglen Silvia Pipi Rodrigues

Última alteração: 19-09-19

Resumo


Historicamente, a escola tem sido palco, tanto no discurso quanto nas práticas, das temáticas que permeiam os direitos humanos. Homofobia, racismo, machismo, bullying entre outros atentados, marcam o contexto escolar como um espaço que necessita ser reformulado e emancipado. Os professores e toda a comunidade escolar, são transmissores de normas e valores que norteiam e preparam o sujeito para viver em coletividade. Diante dessa demanda, desde 2005, a extinta Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI) promove e incentiva, em parceria com redes de educação e instituições públicas de educação superior (IPES), ações de formação continuada em diversas temáticas para a educação em direitos humanos. Partindo disso, o objetivo dessa pesquisa é investigar e compreender, a partir do diálogo igualitário, o processo de construção das concepções sobre gênero e sexualidade dos professores. O diálogo em formato de entrevista em profundidade ocorreu a partir das diretrizes teórico-metodológicas da metodologia de investigação comunicativa e fundamenta-se teoricamente a partir da Teoria da Ação Comunicativa, de Habermas, e também do conceito de dialogicidade, de Freire. Nelas, encontram-se elementos essenciais para o entendimento de fenômenos sociais partindo da interação horizontal e do diálogo igualitário entre os sujeitos. As entrevistas foram realizadas com dois participantes, um homem cis e uma mulher cis, ambos professores da rede pública de ensino, aconteceram em três fases: encontro inicial para apresentação e vínculo, segundo encontro para aprofundamento das questões chaves e último para leitura da síntese. Nesta perspectiva metodológica a síntese das informações levantadas é feita pela pesquisadora, porém, após análise as informações interpretadas devem voltar à pessoa participante. Esta devolutiva é importante para garantir que a linguagem seja voltada para o entendimento, estabelecendo uma maior compreensão do que foi dito pelo participante. Esse processo é importante para a construção do diálogo do diálogo igualitário, rompendo com a hierarquia entre pesquisador e participante. Nesse sentido, o conceito central adotado é a unidade na diversidade, versado na perspectiva freireana do termo, compreendendo que todas as pessoas possuem o direito de ter uma educação igualitária, através da diversidade, numa perspectiva de igualdade – a igualdade de diferenças. No que tange a análise dos dados, estão ocorrendo por meio de dimensões exclusoras e dimensões transformadoras. As dimensões exclusoras são as barreiras que impedem uma prática ou benefício social e as dimensões transformadoras são as contribuições para a superação das barreiras que impedem pessoas ou grupos a práticas de benefícios sociais. Sendo assim, até o presente momento, esta investigação percorreu o caminho de, a partir das transcrições e síntese das entrevistas com a primeira participante, levantar algumas categorias que podem compor as dimensões exclusoras ou transformadoras. Portanto, a categoria gênero, vai ser primeira em destaque enquanto dimensão exclusora para a professora sofridas haja vista que o gênero foi uma barreira social a vida inteira para a ela, e a educação formadora como dimensão transformadora para ambos, no sentido de compreensão e resistências as violências para ela e emancipação social para ele. Assim, esses são resultados parciais que estão ainda em processo de análise.


Palavras-chave


Gênero; Sexualidade; Igualdade de Diferenças