Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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A POLÍTICA CURRICULAR NA ESCOLA DE ENSINO FUNDAMENTAL: INDICADORES DE QUALIDADE PARA ALÉM DOS DADOS QUANTITATIVOS
Claudia Sales Ritter, Érika Vírgilio Rodrigues da Cunha

Última alteração: 19-09-19

Resumo


Esta pesquisa, que se encontra em fase inicial, está sendo desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus Universitário de Rondonópolis. Tematiza os indicadores de qualidade da educação nas atuais políticas curriculares.  Em relação à educação, é notório que, historicamente, as pessoas se reúnem para manifestar seus pensamentos, valores para socializar o que sabem e aprender o que não sabem. Assim, constitui a sociedade em estado gregário e em colaboração mútua, na coletividade. Nesse sentido, se há reunião de pessoas há educação. A escola enquanto espaço social intenciona a promoção de esclarecimento sobre quem somos no mundo e qual nossa participação para construção de uma sociedade democrática. Em sociedades marcadas por uma distribuição desigual de poder e que tem na escolarização a promessa de transformação social, o mais justo e plausível seria reconhecer propostas de educação que reconhecessem abertamente diferenças e desigualdades que singularizam sujeitos e exigem compromissos educacionais mais amplos. Nas escolas atuais há forte evidência da desigualdade social e a política curricular deve reconhecê-las para não marginalizar quem a frequenta. Como uma das principais dimensões da escola, o currículo passa ser uma área de debate entre distintos projetos sociais em disputa. Compreendendo currículo a partir de Lopes e Macedo, como uma prática de significação, o objetivo desta pesquisa é problematizar sentidos de educação junto a professoras no processo de formação continuada e na atuação docente da escola de ensino fundamental, visando identificar e/ou elaborar indicadores de qualidade da educação não quantificáveis. A pesquisa tem como base o pós-estruturalismo e está refenciada na teoria do discurso de Ernesto Laclau e Chantal Mouffe, que assume a perspectiva da desconstrução. Nesta via, concebe que todo texto (escrito ou não) está liberado para a pluralidade de sentidos no social, de maneira que a realidade é considerada como uma construção discursiva social e subjetiva. O método de investigação é a autobiografia, adotando-se, com Janet Miller, a metodologia de narrativas, como uma aposta em demostrar como a subjetividade se constitui no processo de produção da política curricular na escola, imprimindo marcas diversas e não previstas pelos elaboradores de políticas à cena educativa. Indiretamente, a pesquisa aposta nas narrativas autobiográficas dos professores como um modo de evidenciar a complexidade implicada em uma boa educação, para além dos possíveis resultados padronizados e mensuráveis sugeridos pelas políticas curriculares e de avaliação atuais. Assim, essa pesquisa problematizará, no espaço escolar, a produção de propostas curriculares padronizadas e prescritivas, que impedem os docentes de pensar e inventar processos de melhoria da escola pública.

 

 

 

 

 


Palavras-chave


Políticas Curriculares, Narrativas Autobiográficas, Indicadores qualitativos de Educação.