Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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O Ensino de Ciência, a Interdisciplinaridade e a Formação Humana: uma análise da Política Educacional de Mato Grosso (2012-2018)
LAUDILEIRE CRISTALDO CHAVES, Ivanete Rodrigues dos Santos

Última alteração: 23-09-19

Resumo


Resumo: Discutir política educacional requer uma análise minuciosa das condições que interferem direta ou indiretamente na sua formulação, implementação e até mesmo na sua desativação, uma vez que elas são produtos de disputas de interesses permeadas de conflitos e contradições. Faz-se necessária uma análise profunda acerca da ação governamental em um tempo-espaço específicos e as relações que implicam na efetivação ou não de determinada ação pública que visa a atender as demandas sociais. O presente estudo pauta-se na discussão e  reflexão acerca da concepção de educação trazida nas Orientações Curriculares do Estado de Mato Grosso, documento que norteou as práticas pedagógicas da rede básica de ensino até o ano de 2018, e que ancora o novo Documento de Referência Curricular do Estado (DRC/ BNCC), e a proposta metodológica apresentada neste para concretizar essa concepção. Para tanto, optamos por desenvolver uma pesquisa de cunho qualitativo, fundamentada nos pressupostos teórico-metodológicos do materialismo dialético e terá como fonte de pesquisa as Orientações Curriculares de Mato Grosso (OC’s). No que concerne ao procedimento de coleta de dados, optamos pela entrevista semiestruturada junto a seis professores de ciências de escolas da rede estadual que tenham mais de três anos de atuação. A definição do público a ser pesquisado, deu-se de acordo com o ciclo que os sujeitos atuam, sendo escolhido o 3º ciclo do Ensino Fundamental. A elaboração das Orientações Curriculares do Estado decorre de uma decisão política que objetivou oferecer ao professor uma visão inequívoca da sociedade e do homem que se almeja formar (MATO GROSSO, 2012. p. 7). Essa organização curricular primou pela ressignificação do papel da escola e de cada sujeito nela inserido, fundamentada em uma concepção de educação histórico-crítica, desenvolvida por meio do ciclo de formação humana. Nessa perspectiva, O trabalho interdisciplinar efetiva-se como uma forma de sentir e de perceber o mundo estimulando o “sujeito do saber” a aceitar o desafio e movimentar-se para além das práticas fixadas e imutáveis envolta de conteúdos disciplinares pré-estabelecidos, uma vez que as Orientações Curriculares primaram por um trabalho coletivo capaz de romper com as práticas arraigas presentes nas escolas. Assim, as OCs organizam o currículo por área de conhecimento, tendo em vista o diálogo entre as disciplinas, em sua relação com o contexto social. O ensino de Ciência, dentro desta proposta, parte da premissa do desenvolvimento crítico dos estudantes e firma-se na teoria da aprendizagem significativa crítica e utiliza como proposta metodológica a alfabetização e o letramento científico (Educação Cientifica) de modo a conciliar a linguagem cotidiana com a linguagem científica. Isso porque, conforme define Lorenzzeti (2001, p. 48), a alfabetização científica é compreendida como “a capacidade do sujeito para ler, compreender e expressar opinião crítica a cerca de assuntos que envolva ciência”. O estudo aponta que as OCs para o ensino de Ciências dá ênfase a uma formação omnilateral dos sujeitos, os quais são concebidos como produto da práxis social.

Palavras-chave: Política Educacional. Interdisciplinaridade. Ensino de Ciências.

 


Palavras-chave


Palavras-chave: Política Educacional. Interdisciplinaridade. Ensino de Ciências.