Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Andamento da Pesquisa sobre o Espanhol Étnico da Região Altos de Chiapas, México.
María Antonieta Flores

Última alteração: 07-10-19

Resumo


Resumo: Esta pesquisa objetiva analisar os fatores que geram o chamado “espanhol étnico” entre os estudantes Maias de uma Universidade Intercultural do Sul do México. A variedade diatópica do espanhol falado na região Altos de Chiapas, na cidade de San Cristóbal de Las Casas, localizada no estado de Chiapas, México-, caracteriza-se por se diferenciar do espanhol culto, visto que alguns traços gramaticais das línguas Maias da região, o Tzotzil e o Tzeltal, se reproduzem na fala dos moradores desta cidade. Esta variedade do espanhol gesta-se, igualmente, pelos letramentos incompleto em espanhol    -língua de Estado- e pela falta de alfabetização adequada nas línguas étnicas manifestadas na fala, na escrita e, consequentemente no insucesso escolar, quando se trata da produção de textos acadêmicos. Nessa primeira fase do trabalho de pesquisa, foram entrevistados vinte estudantes Maias, dez tzotziles e dez tzeltales,, na Universidade Intercultural de Chiapas (UNICH), lugar que abriga os estudantes entrevistados. A UNICH situa-se em San Cristóbal de Las Casas, uma das cidades com maior densidade de população indígena no México, onde essas línguas abrangem o maior número de falantes dentre as línguas Maias de Chiapas. Como as línguas Tzotzil e Tzeltal têm maior representatividade na Universidade, um dos critérios para a seleção dos estudantes entrevistados foi se auto assumir como proficientes em Tzotzil ou Tzeltal. Nessa primeira fase do trabalho de campo, a entrevista foi o método de pesquisa aplicado. Os resultados parciais dessa pesquisa foram apresentados na II Jornada Internacional de Linguística Aplicada Crítica (II JILAC), no IV Congresso Latino-americano de Glotopolítica (IV CLAGLO) e no II Congresso Internacional de Línguas Indígenas e Minorizadas. Na II JILAC, apresentei a comunicação denominada Letramentos desiguais em sociedades fragmentadas: a hidra do conto na qual analisei onze depoimentos sobre as trajetórias de alfabetização de aquisição de letramento de dois grupos de entrevistados: os profissionais urbanos e os estudantes Maias. No IV CLAGLO, apresentei a comunicação Políticas linguísticas no México: o moderno leito de Procusto, no qual analisei os efeitos das políticas de castelhanização para os falantes de línguas nativas, focando nas línguas Maias-zoques de Chiapas. No II CIRLIN, apresentei os resultados do trabalho feito em co-autoria com a professora Tzeltal Florencia Gómez Sántiz sobre as atitudes linguísticas dos estudantes tzeltales diante da língua materna deles e diante do espanhol. A comunicação apresentada nomeia-se As atitudes linguísticas entre garotos tseltales universitarios: entre à adversidade e a diversidade. O trabalho de pesquisa continua em andamento e o próximo passo será a coleta e a transcrição de produções escritas redigidas pelos vinte estudantes Maias com o intuito de analisar tanto uma redação informal quanto um texto acadêmico coletivo.olar, quando se trata da produção de textos acadêmico. Nessa primeira fase do trabalho de pesquisa, foram entrevistados vinte estudantes Maias, dez tzotziles e dez tzeltales,, na Universidade Intercultural de Chiapas (UNICH), lugar que abriga os estudantes entrevistados. A UNICH situa-se em San Cristóbal de Las Casas, uma das cidades com maior densidade de população indígena no México, onde essas línguas abrangem o maior número de falantes dentre as línguas Maias de Chiapas. Como as línguas Tzotzil e Tzeltal têm maior representatividade na Universidade, um dos critérios para a seleção dos estudantes entrevistados foi se auto assumir como proficientes em Tzotzil ou Tzeltal. Nessa primeira fase do trabalho de campo, a entrevista foi o método de pesquisa aplicado. Os resultados parciais dessa pesquisa foram apresentados na II Jornada Internacional de Linguística Aplicada Crítica (II JILAC), no IV Congresso Latino-americano de Glotopolítica (IV CLAGLO) e no II Congresso Internacional de Línguas Indígenas e Minorizadas. Na II JILAC, apresentei a comunicação denominada Letramentos desiguais em sociedades fragmentadas: a hidra do conto na qual analisei onze depoimentos sobre as trajetórias de alfabetização de aquisição de letramento de dois grupos de entrevistados: os profissionais urbanos e os estudantes Maias. No IV CLAGLO, apresentei a comunicação Políticas linguísticas no México: o moderno leito de Procusto, no qual analisei os efeitos das políticas de castelhanização para os falantes de línguas nativas, focando nas línguas Maias-zoques de Chiapas. No II CIRLIN, apresentei os resultados do trabalho feito em co-autoria com a professora Tzeltal Florencia Gómez Sántiz sobre as atitudes linguísticas dos estudantes tzeltales diante da língua materna deles e diante do espanhol. A comunicação apresentada nomeia-se As atitudes linguísticas entre garotos tseltales universitarios: entre à adversidade e a diversidade. O trabalho de pesquisa continua em andamento e o próximo passo será a coleta e a transcrição de produções escritas redigidas pelos vinte estudantes Maias com o intuito de analisar tanto uma redação informal quanto um texto acadêmico coletivo.


Palavras-chave


Línguas Maias-espanhol, variedade diatopica, letramentos