Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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OIKOS QUILOMBOLA: Arte-educação-ambiental e a poética do pau a pique
CARLOS ROBERTO FERREIRA, MICHÈLE SATO

Última alteração: 24-09-19

Resumo


Resumo

No contexto do colapso climático e a ameaça destrutiva em escala planetária, faz-se necessária uma pesquisa que se comprometa com a sustentabilidade do ambiente e da sociedade. Em cenário local, este resumo expressa o objetivo de compreender o sentido da Casa da Cultura Quilombola e sua poética enquanto uma Oikos – ambiente da casa habitado sob a dimensão sociopolítica do Quilombo Mata Cavalo, no município de Nossa Senhora do Livramento – MT. Espaço de diálogo praxiológico de professores e dos estudantes no encontro com a educação. Comunhão da família em sua ambiência cultural, na sua cotidianidade íntima, de uma comunidade em situação de vulnerabilidade climática. A compreensão investigativa será ressignificada enquanto espaço de referência da escola e da cultura local, construída por meio de práticas pedagógicas, respaldadas pela Arte–educação–ambiental e suas práxis reflexivas. A Cartografia do Imaginário terá assento fenomenológico enquanto metodologia, conjugando saberes com o Projeto Ambiental Escolar Comunitário – PAEC. Um diálogo prazeroso com a Arte-educação, será elemento intrínseco no Processo Formador com a Prática Pedagógica na Cartografia do FOGO, que investigará as catástrofes físicas ambientais presentes na Casa da Cultura, provocado pelas mudanças e alterações climáticas locais. Buscamos, ainda, identificar os problemas que alertam para visibilizar as catástrofes ambientais junto a Casa da Cultura, estudando as injustiças climáticas, no desejo de termos uma Oikos como espaço e ambiente “topofílico”. Dialogar com autores que, conjugando conceitos fenomenológicos junto à “epistemologia”, a “praxiologia” e a “axiologia” nos aproximem de um mundo mais humanizado, mais harmonizado com a “intersubjetividade”, na tentativa de construirmos aprendizagens para a vida, para a escola e para a família. No interior dessa casa-patrimônio-ambiental, beberemos no pote de barro a água da formação, na busca de uma viagem científica. Enfrentaremos o processo “dolorido” da deformação, tentando vencer os obstáculos com a força da terra. Entregar-nos-emos à combustão da transformação desejada com a força do fogo e por fim e talvez, teremos tempo para repousar na busca de uma reformação, ativar a memória e respirar o ar de um novo ciclo, considerando o encantamento e o reencantamento do processo da pesquisa, na Oikos que habitamos.


Palavras-chave


Oikos Quilombola. Arte–educação–ambiental. Justiça Climática. Poética.