Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Desempenho de cultivares de trigo coinoculadas com bactérias nodulíferas
Wellington Fava Roque, Salomão Lima Guimarães

Última alteração: 20-09-19

Resumo


Os micro-organismos que habitam a região rizosférica das plantas têm um eminente papel no seu desenvolvimento fisiológico e produtivo através da fixação e disponibilização de nutrientes e a produção de hormônios de crescimento vegetal. Dentre esses nutrientes destaca-se o nitrogênio, que é essencial para a estrutura dos tecidos das plantas. Assim, esse trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência da inoculação de bactérias associativas e da coinoculação com bactérias nodulíferas sobre o desenvolvimento de cultivares de trigo. O experimento foi conduzido em casa de vegetação da Universidade Federal de Mato Grosso, Câmpus de Rondonópolis. O delineamento experimental foi de blocos ao acaso, em esquema fatorial 13x3, com quatro repetições. Os tratamentos foram: T1 (Inoculante comercial - Azospirillum brasilense), T2 – (Inoculante comercial para soja - Bradyrhizobium japonicum), T3 (BR3267 – B. japonicum), T4 (MT08 – Rhizobium tropici), T5 (MT16 – R. leguminosarum), T6 (MT15 – R. tropici), T7 (A. brasilense + BR3267), T8 (A. brasilense + MT08), T9 (A. brasilense + MT16), T10 (A. brasilense + MT15), T11 (A. brasilense + inoculante comercial para soja - B. japonicum), T12 (testemunha nitrogenada) e T13 (testemunha absoluta) e três cultivares de trigo: BRS 394, BRS 264 e BRS 254. As variáveis analisadas foram altura de plantas e índice de clorofila Falker aos 30, 40 e 50 dias após a semeadura (DAS). Os resultados foram submetidos a análise de variância com o teste F e, quando significativos, comparadas pelo teste de Tukey a 5% de probabilidade, utilizando o software Sisvar.  Para a altura das plantas aos 30, 40 e 50 DAS foi observada diferença significativa entre os tratamentos. Aos 30 DAS, a cultivar BRS 254 apresentou a melhor média (49,50 cm). Aos 40 e 50 DAS, o efeito entre os tratamentos foi superior no T1 (A. brasilense - 56,10 e 56,58cm), T11 (A. brasilense + inoculante para soja - B. japonicum 56,21 e 55,39 cm), T3(BR3267 – 54,46 e 56,66 cm) e, entre as cultivares, a BRS 394 apresentou altura superior às demais. O índice de clorofila Falker aos 30, 40 e 50 DAS também apresentou diferença significativa entre os tratamentos. Aos 30 DAS a maior média verificada entre os tratamentos foi para o T12 (adubação nitrogenada, com média de 42,30) seguido do T8 (A. brasilense + MT08, com média de 45,90). Aos 40 DAS, o tratamento correspondente ao inoculante comercial contendo A. brasilense (T1) e A. brasilense + MT08 (T8) apresentaram as maiores médias. Aos 50 DAS, o maior índice verificado foi para o T3 (BR3267, com média de 40,13), T12 (testemunha nitrogenada, com 40,08) e, entre as cultivares, a BRS 264 (34,24). Conclui – se que a coinoculação com bactérias nodulíferas contribui com a nutrição nitrogenada em plantas de trigo, com melhores repostas obtidas nas cultivares BRS 254 e BRS 394.

Palavras-chave: Bactérias associativas, biofertilização, Cerrado


Palavras-chave


Bactérias associativas, biofertilização, Cerrado