Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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REPRESENTAÇÕES FEMININAS NA SITCOM EVERYBODY HATES CHRIS
Bruna Loreny de Oliveira

Última alteração: 19-09-19

Resumo


O presente trabalho tem o objetivo de analisar as representações femininas, com foco principal na mulher negra, na sitcom (situation comedy) Everybody Hates Chris, traduzida para o português com o título “Todo mundo odeia o Chris”, veiculada na TV aberta. Para tal análise, partiremos das teorias das pedagogias culturais com Giroux (1995), Larcen (2013) e dos Estudos Culturais, com Kellner (2001) que afirma serem os produtos midiáticos também pedagogizantes e possuírem um papel importante, dando-nos material que ajudam a construir nossas identidades enquanto gênero, sexo, classe, raça, etc.  Muitas vezes esses produtos culturais carregam discursos conservadores, mesmo usando a comédia, que como qualquer outro discurso, não está isento daqueles vigentes na sociedade. Por isso, pensaremos a respeito do termo “politicamente correto’’, refletiremos sobre o humor enquanto história social, e o limite do humor como reprodutor de discursos. Ainda em nossa análise pensaremos com Angela Davis (2013) sobre a história sociocultural das mulheres negras nos EUA, para que possamos refletir e entender o porquê dessas representações. O contexto histórico dos anos 1980, nos Estados Unidos, em que a série é ambientada nos permitem problematizar as políticas públicas da época e como afetaram essa população. A metodologia se baseia na leitura da linguagem cinematográfica e da estrutura de sitcom, de Ferreira (2018) e Sedite (2006), usadas para a construção de sentido com planos, cortes de câmera, tipos de personagens e uma fórmula para que o humor aconteça. Os dados preliminares permitem perceber que a sitcom é referência no Brasil e possui discursos ambíguos e contraditórios a respeito das mulheres e da organização familiar. Muitas vezes se atribui visões negativas as mulheres na narrativa, como histeria e incompetência, todavia, também confere uma maior participação feminina nas decisões do lar, além de discutir questões raciais.  Diante desse quadro, acreditamos que a mídia tem papel fundamental no processo de educação das pessoas, muitas vezes perpetuando discursos conservadores e que contribuem para a construção de imagens, nesse caso, de mulheres negras que ainda estão em uma posição social desfavorável. 


Palavras-chave


Educação; Mulheres; Estudos Culturais.