Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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O perfil das crianças atendidas na Associação Amor e Vida.
karla katherine arismendi oliva

Última alteração: 23-09-19

Resumo


A escolha da ONG a trabalhar nomeada Associação Amor e Vida, é a partir da minha participação e experiencia no projeto, o qual começou a meados do ano 2016 quando vim para o Brasil para fazer um trabalho de voluntariado, sendo aquilo minha primeira aproximação com a ONG, em aquele momento me desempenhei como apoio as educadoras de planta, fazendo principalmente brincadeiras para as crianças. Logo depois no começo do ano 2017 deixei meu papel de voluntaria usar o posto de educadora, onde desempenhei atividades de fotografia, línguas e meio ambiente. Neste contexto e desde o começo da minha participação na ONG e deixando fora o romanticismo e a novidade dos primeiros dias de ir conhecendo um novo pais e além disso uma nova experiencia professional, uma série de dúvidas e interrogantes, coisas sem lógica para mim, começaram a ser cada vez mais constante na minha cabeça, tinha dificuldade em entender algumas práticas educativa que não faziam sentido em relação com a predicação que a ONG expressava já seja no seu discurso como também na sua missão-visão, crianças sem vontade de participar nas atividades, reunião de equipe sem os voluntários, punições sem uma instrução posterior, voluntários estrangeiros vindo e indo embora sem fazer alguma coisa além só de brincar com as crianças na maioria das vezes, foram os motivos por me interessar nesta pesquisa e guiar meu estudo nesta ONG em particular.A partir do exposto acima é preciso contextualizar o perfil das crianças atendidas no projeto para ter uma perspectiva real do trabalho a apresentar, neste sentido, se fizéramos o exercício de juntar as crianças baixo caraterísticas físicas, de seu capital aquisitivo, emocional, familiar e em suas caraterísticas para relacionar-se interpessoalmente, é preciso e pertinente trabalhar com o conceito de interseccionalidade, no sentido de examinar as categorias as quais estão insertas as crianças e a sua vez dispor diversos niveles de analises e interrogar a inter-relação que tem entre eles. Em nosso caso, a maioria das crianças são negras mais ainda utilizando os dados feitos no trabalho de campo das seis crianças que participaram das entrevistas cinco delas são negras, mas além disso, no total das crianças atendidas a maioria reúne a categorizações de pobreza no sentido de ser fundamental a refeição que recebem na escola e na ONG como principais bases alimentarias, receber dinheiros estaduais de bolsa família por exemplo, todos frequentam escolas públicas, entre outros aspectos. Por outro lado, dentro dos jovens entrevistados dois deles se assume com uma identidade sexual bissexual e lésbica, pelo qual se juntamos todas estas categorizações de mulheres e homens negros, pobreza, homossexualismo e marginalidade o analise deve prestar atenção a todas as categorias antes faladas a partir da imbricação destas relações de poder pelo qual é preciso estudar a partir das categorizações e particularidades de cada um.

Palavras-chave


interseccionalidade, crianças