Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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A RELAÇÃO DO PROFESSOR NATIVO E NÃO NATIVO COM A LÍNGUA PORTUGUESA: OBSTÁCULOS, DESDOBRAMENTOS E REALINHAMENTOS REFERENTES AO ENSINO DE PORTUGUÊS COMO LÍNGUA ADICIONAL
Paula Tuany Silva Café

Última alteração: 07-10-19

Resumo


Dentre os vários assuntos que envolvem a aula de Língua Estrangeira (LE), a proficiência na língua ensinada é um dos mais abordados em relação ao professor. Ser falante nativo não é competência suficiente para ser um bom professor de línguas, entretanto, espera-se que seja um aspecto facilitador no processo de ensino de uma língua estrangeira. Com isso, tendo em vista os espaços significativos que a Língua Portuguesa vem ocupando, cada vez mais, mais falantes de outras línguas têm se interessado em aprender a língua portuguesa. Dessa forma, o objetivo desta dissertação é compreender o processo de formação de professores nativos e não nativos de Língua Portuguesa levando em consideração os obstáculos, desdobramentos e realinhamentos referentes ao ensino de português como língua adicional. O termo Português como Língua adicional (SCHLATTER; GARCEZ, 2012), parte da concepção de que o sujeito aprendiz não é um sujeito “raso” e passivo, ao contrário, ele é ativo, e possui um aparato de experiências e vivências, que interferem significativamente em todo processo de aprendizagem de uma nova língua. Compreender o aluno como sujeito ativo em seu processo de aprendizagem, interfere significativamente na forma com que esse docente planejará, executará e refletirá suas aulas de línguas. Existem vários estudos que abordam falante nativo e não nativo de línguas, contudo eles estão sob a perspectiva do ensino de língua inglesa  (LONG, 1983; MEDGYES, 1994; BRAINE, 1999; COOK, 1999). Portanto, a escolha desse tópico prende-se à necessidade de oferecer para o professor nativo/não nativo em formação, um melhor preparo teórico para suas aulas de PLA e, ao mesmo tempo, contribuir para o crescimento de estudos e pesquisas que têm o PLA como foco. Com base na formação de professores de PLA, nativos e não-nativos, considerando também suas respectivas formações, este estudo traz em seu cerne o referencial teórico de língua inglesa, que analisa e discute professor nativo e não nativo – de língua estrangeira (COOK 1999; 2008; MADGYES, 1992;1994; 2001;), sob o ponto de vista da Linguística Aplicada Crítica e autores que discutem a formação do professor. Para tanto, faz-se necessário discutir o desenvolvimento do ensino de PLA no Brasil, e definir alguns posicionamentos relevantes acerca do ao professor nativo e não nativo de línguas. Os sujeitos da pesquisa são professores nativos e não nativos de português como língua estrangeira, localizados no Brasil e no exterior; os dados serão coletados por meio de formulários, questionários online com perguntas objetivas/subjetivas.


Palavras-chave


PLA; Formação docente; falante nativo e não nativo.