Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Chuva simulada no cultivo de Brachiaria brizantha (marandu) para fitorremediação de glifosato
Rita André

Última alteração: 20-09-19

Resumo


A utilização de herbicidas tem contribuído de maneira significativa para controle de plantas daninhas em culturas, provocando a morte ou inibição das mesmas. O glifosato é um herbicida sistêmico de amplo espectro, usado também como dessecante e desde sua origem na década 1970, seu uso continua em ascensão. Entretanto, seu uso contínuo e inadequado, gera um impacto ambiental em solos, lençóis freáticos e consequentemente contaminação na cadeia alimentar. A técnica de fitorremediação através de utilização de plantas, possui a capacidade de remedição dos contaminantes do solo, dentre eles, os herbicidas. Desta forma, o presente trabalho tem como objetivo avaliar o efeito da chuva simulada no cultivo da espécie Brachiaria brizantha, sendo uma cultura utilizada para pastagens, para fitorremediação do herbicida glifosato. O experimento foi realizado em casa de vegetação da Universidade Federal de Mato Grosso, Campus de Rondonópolis. O solo utilizado foi o natural do Cerrado (Latossolo). O delineamento experimental utilizado é de blocos ao acaso em esquema fatorial 5x3, com cinco períodos de aplicação do herbicida antes da semeadura (0, 3, 6, 9 e 12 dias) e três regimes de chuva simulada (0, 20 e 30 mm), resultando em 60 parcelas. As unidades experimentais foram confeccionadas em vasos plásticos sem perfuração para evitar lixiviação, com capacidade de 5 dm³.  A pulverização foi em dose comercial de 2000 g e.a. ha-1, com uso de pulverizador costal. A simulação de chuva foi realizada com sistema estacionário de aplicação de água regulada conforme chuva pretendida. Todas as simulações ocorreram uma hora após a pulverização. A umidade foi controlada durante todo ensaio mantendo 80% da capacidade de campo. A Brachiaria brizantha (planta fitorremediadora) foi semeada após a última pulverização e cultivada por 39 dias. As avaliações analisadas: fitointoxicação (21 e 30 dias após a emergência), através de escala de método visual que vai de 0 a 100% de intoxicação (EWRC, 1964, SBCPD 1995); obtenção de biomassa fresca e biomassa seca da parte aérea e das raízes das plantas. Após a retirada da Brachiaria brizantha, foi feita a semeadura da soja (Glycine max L.), planta indicadora no bioensaio para avaliar o efeito residual do glifosato. O cultivo foi de 28 dias. Avaliações analisadas: o índice de velocidade de emergência (IVE), porcentagem de emergência (%), fitointoxicação visual (%) aos 05, 10 e 15, 20 e 25 dias após a semeadura, altura (cm), biomassa fresca (g) e biomassa seca (g) da parte aérea e raiz. Os resultados obtidos foram submetidos à análise estatística pelo modelo de regressão polinomial, utilizando o software estatístico R para análise dos dados. A fitointoxicação referente ao regime de chuvas de 0, 20 e 30 mm, não obteve valor significativo estatisticamente, e analisando o período de aplicação 0, 3, 6, 9 e 12 dias antes da semeadura não obteve valor significativo estaticamente.

Palavras-chave


Fitorremediação, Brachiaria brizantha, glifosato