Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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A TRAJETÓRIA DE D. ANTÓNIO ROLIM DE MOURA NA CAPITANIA DE MATO GROSSO ATRAVÉS DE SUAS CARTAS
Débora Cristina dos Santos Ferreira

Última alteração: 07-10-19

Resumo


D. António Rolim de Moura nascera em 12 de março de 1709, filho sexto do IV Conde de Val de Reis, D. Nuno de Mendonça senhor de Póvoa e de Meadas e de D. Leonor de Noronha, filha do Marquês de Angeja. De família pertencente a “primeira nobreza portuguesa”, herdara a Casa e senhorio de seu parente distante D. João Rolim de Moura que, sem herdeiros, abdicara da Casa de Azambuja em seu favor. Iniciara sua carreira nos serviços de Sua Majestade como como soldado no Regimento de Cavalaria de Alcântara aos 17 anos, passara ao Regimento do Conde de Coculim, onde em 1735, com 26 anos, alcançara o posto de capitão de Infantaria. Fora um dos  vedores da Casa da Rainha D. Marianna de Áustria, transitando na Corte, conhecendo personagem de relevo na governação do Império Português. Em 1748, D. António Rolim de Moura recebera a mercê de governar a Capitania de Mato Grosso, suas Instruções estabeleciam que deveria fundar uma vila no Vale do Guaporé e guardar os domínios portugueses da ameaça castelhana, povoando e consolidando a fronteira que estava em processo de demarcação do Tratado de Madri. Para analisar a trajetória de nossa personagem no Mato Grosso, regressamos ao período em que ainda estivera no Reino, investigamos a sua  origem familiar e analisamos as suas conexões familiares e serviços prestados por Rolim de Moura que o possibilitaram a nomeação para a Capitania de Mato Grosso no contexto das negociações do Tratado de Madri. Sua longa viagem até os sertões e as intempéries que enfrentara para a fundação de Vila Bela da Santíssima Trindade, vila-capital assentada no extremo Oeste e sua administração nos primeiros anos de seu governo. Sua atuação no traçar da fronteira com os castelhanos, as demarcações e a ocupação da mesma. Também, buscamos, investigar as redes que nossa personagem atuara, na capitania e noutros pontos do Estado do Brasil, ao mesmo tempo, analisamos os conflitos com diferentes agentes.  Nossa análise incidiu, fundamentalmente, sob as cartas de nossa personagem, depositadas em diferentes arquivos e publicações, também consultamos documentos diversos que possibilitaram traçar um panorama de  sua governação. As  missivas de D. António Rolim de Moura,  enviadas a diferentes destinatários, suas cartas levavam notícias de suas ações no sertão, suas queixas e seus pedidos de mercês, revelando distintas estratégias narrativas, através de uma escrita pendular que ora reforça sua pouca capacidade para serviço tão importante, ora demonstrando seu extenso conhecimento.

Palavras-chave


D. António Rolim de Moura; Capitania de Mato Grosso; cartas.