Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Larvicultura de Tambaqui (Colossoma macropomum) Pirapitinga ( Piaractus brachypomus) em sistemas de cultivo em bioflocos
Bruna rosa batista

Última alteração: 05-10-19

Resumo


Durante a fase larval há uma elevada taxa de crescimento e exigência nutricional, sendo assim é de fundamental importância fornecer um alimento que possibilite disponibilizar energia e nutrientes e proporcionar condições para suprir as suas demandas fisiológicas e conseguir se desenvolver de forma saudável. Dentro desse contexto, uma alternativa que pode ser promissora na larvicultura de peixes nativos seria o bioflocos, auxiliando no controle da qualidade da água do cultivo e estimulando o desenvolvimento de comunidade microbiana através da manutenção das concentrações de carbono e nitrogênio. Neste sistema a reposição de água é mínima, e os flocos que também servem como fonte de alimentos são formados através dos restos de fezes e ração. Dessa forma, o objetiva-se avaliar a fase de larvicultura de tambaqui e pirapitinga no sistema intensivo de recirculação de água (bioflocos) em comparação ao sistema tradicional, avaliando o desempenho zootécnico. A pesquisa será conduzida na Fazenda experimental da Universidade Federal de Mato Grosso. O experimento será realizado em delineamento inteiramente casualizado, com quatro tratamentos e quatro repetições. Dentre os tratamentos estão CN (Controle), AR (Artemia sp.), BC (Bioflocos) e ZO (Zooplancton). Antes de receber os animais, procederá a preparação dos sistemas BF As inoculações acontecerão uma vez na semana durante três semanas, fornecendo, 14 gramas de probiótico comercial, juntamente com 14g de Farelo de arroz e 24g melaço de cana de açúcar, de modo a estabilizar a comunidade microbiana. Todos os tratamentos consumirão ração comercial (48% PB ad libitum), divididos em 4 refeições diárias 8:00, 11:00, 14:00 e 17:00 horas. Para o tratamento AR, será fornecido 500 nauplios/artemia/dia e enquanto o tratamento ZO consumirá 500 zooplancton/dia. Durante o período experimental, será monitorado a qualidade da água duas vezes por semana, os parâmetros analisados serão pH, alcalinidade, amônia não ionizada, salinidade e diariamente será aferido o oxigênio e a temperatura. Além disso, serão realizadas trocas parciais de água para todos os tratamentos (com exceção do tratamento bioflocos). Os dados quando significativos, serão submetidos à análise de comparação de médias com probabilidade de 5% de significância.


Palavras-chave


Ciclagem de nitrogênio, espécies nativas, sistema intensivo.