Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
POLÍTICAS CURRICULARES, LICENCIATURAS E FORMAÇÃO DE PROFESSORAS/ES: TENSIONAMENTOS A PARTIR DA PSICOLOGIA ESCOLAR E EDUCACIONAL
Tatine Penariol Rosato

Última alteração: 24-09-19

Resumo


Busco, nesta pesquisa, compreender como a Psicologia brasileira tem se inserido nas políticas curriculares voltadas para cursos de Licenciatura no Estado de Mato Grosso. Especificamente, tenho indagado: como discursos curriculares sobre o campo da Psicologia Escolar e Educacional (PEE) tem se inserido nas licenciaturas? Como, em termos político-culturais, estes discursos têm se imbricado na formação de professoras/es brasileiras/os? Quais demandas educacionais a política curricular de PEE pode vir a acolher, considerando o compromisso ético-político da Psicologia (CFP, 2005)? Qual o potencial deste campo discursivo diante da diferença e da democracia? Tenho partido de epistemologias pós-estruturais e pós-coloniais, capazes de situar a Política Curricular e a performatividade docente no neoliberalismo (BALL e MAINARDES, 2011 e BALL, 2014), assim como seu processo de engajamento discursivo (LACLAU e MOUFFE, 1987) e as políticas da diferença (BHABHA, 2013) que a permeiam. Considero potente a metodologia do Ciclo de Políticas (BALL e MAINARDES, 2011 e BALL, 2014) para pesquisas sobre o currículo de PEE, uma vez que desloca a perspectiva dualista/dialética entre teoria e prática, tradicional aos estudos curriculares realizados a partir da Psicologia. Nesta miríade discursiva de dados, selecionei a atualidade brasileira, o pós-golpe contra Dilma Rousseff (Partido dos Trabalhadores) e o governo do Partido Social Liberal (PSL), que se inicia neste 2019. Alguns textos de assinatura oficial, no entanto, precisam ser resgatados a fim de demonstrar o movimento de transição, desta forma retomo, em especial, as Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN) para a Psicologia (2011) e a Minuta de orientação para as novas DCN (2018). No percurso, busco compreender como entidades representativas da Psicologia, como o Conselho Federal de Psicologia (CFP), a Associação Brasileira de Psicologia Escolar e Educacional (ABRAPEE) e a Associação Brasileira de Ensino de Psicologia (ABEP) tem se articulado junto ao Ministério da Educação e às Instituições de Ensino Superior (IES) para assegurar o compromisso ético-político da Psicologia desde a formação. Estas mudanças das DCN têm afetado cursos de Psicologia, com implicações para a reestruturação dos seus respectivos Projetos Político-Curriculares. Para compreender este processo de recontextualização curricular a partir da prática, pretendo analisar duas Universidades sediadas no Estado de Mato Grosso, sendo uma IES pública, em enfrentamento com um projeto um neoliberal, e uma tradicional IES privada. Neste percurso, pretendo entrevistar professoras/es e ex-professoras/es da área de PEE destas IES, que trabalham ou trabalharam como docentes em cursos de Licenciatura. Nesta perspectiva, há possibilidade metodológica também para realizar entrevistas em grupo focal, com estudantes de cursos de Licenciaturas.

Palavras-chave


Política de Currículo. Psicologia Escolar e Educacional. Licenciatura.