Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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EFEITOS DO JEJUM INTERMITENTE EM RATOS EUTRÓFICOS SUBMETIDOS AO TREINAMENTO FÍSICO RESISTIDO
Letícia Pereira Cavalcante

Última alteração: 09-10-19

Resumo


Resumo: Atualmente, há um crescente interesse acerca dos efeitos do jejum intermitente (JI) associado ao treinamento físico resistido, no entanto, estudos a respeito são escassos. Por isso, o presente estudo teve como objetivo analisar os efeitos do JI sobre parâmetros gerais e a performance de ratos eutróficos submetidos ao treinamento físico resistido de subida em escada (TFR-SE). Trinta e dois ratos Wistar (80 dias de idade) foram divididos em 4 grupos: Controle (C; n=8): alimentados com dieta padrão e mantidos sedentários; Jejum Intermitente (JI; n=8): alimentados com dieta padrão por um período de 8h/dia bem como submetidos ao JI durante 16h/dia e mantidos sedentários; Controle Treinado (CT; n=8): alimentados com dieta padrão e submetidos ao TFR-SE; Jejum Intermitente Treinado (JIT; n=8): alimentados com dieta padrão por um período de 8h/dia e submetidos ao JI durante 16h/dia e ao TFR-SE. CT e JIT foram submetidos a 6 semanas de TFR-SE (3x/semana). O TFR-SE consistiu de 4 séries completas (duas subidas subsequentes por série), com intervalo de 2 minutos entre as mesmas. Após a última sessão de TFR-SE, os animais permaneceram em repouso por 48h e, previamente à eutanásia, mantiveram-se em jejum de 12h. Os animais foram anestesiados (CO2) e imediatamente submetidos ao procedimento de decapitação por guilhotina. O sangue foi coletado e obtido o soro para análises bioquímicas. Foram coletados e pesados os órgãos fígado e estômago. Para as análises estatísticas, aplicou-se o teste ANOVA Two-way, e quando diferenças foram encontradas aplicou-se o post-hoc de Tukey. Dados que não apresentaram normalidade foram avaliados por Kruskal-Wallis, e quando diferenças foram encontradas aplicou-se o post-hoc de Sidak’s. Os resultados estão apresentados como média±desvio padrão (DP) e nível de significância de 5%. Não houve diferença significativa entre os grupos no peso corporal total e ganho de peso corporal. A ingestão alimentar foi maior em CT (p=0,0014) quando comparado a JI e JIT, sem diferença em relação a C. Não houve diferença significativa na ingestão hídrica entre os grupos. O TCmáx final denotou que o grupo CT (0,003) suportou maior carga em relação aos grupos C, JI e JIT, respectivamente. Os grupos CT (Teste inicial 371,4±31,1; Teste final 593,9±33,5; p=0,001) e JIT (Teste inicial 402,3±31,8; Teste final 495,4±83,3; p=0,02) apresentaram valores estatisticamente superiores quando comparados os momentos pré e pós TFR-SE. Não houve diferença significativa no peso relativo do fígado (p=0,1189). O peso relativo do estômago foi maior em JIT (p=0,0013) quando comparado a C e CT, sendo ambos similares ao JI. Não houve diferença significativa para atividade das enzimas AST (p=0,7558) e ALT (p=0,7873) e creatinina (p=0,9978). O aumento no peso relativo do estômago bem como a diminuição da ingestão alimentar (sem aumento do peso corporal) sugere que o JI associado ao TFR-SE promoveu adaptação deste órgão, a qual pode ser devida, de forma hipotética, à escassez de alimento por várias horas e ao dispêndio energético gerado pelo treinamento físico. Ainda, a manobra dietética jejum intermitente interferiu negativamente na performance dos animais quando comparados aos animais treinados e alimentados com dieta ad libitum.

Palavras-chave


Jejum intermitente, treinamento físico resistido, performance