Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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BINARIEDADE DE GÊNERO E DISCURSO HOMOFÓBICO NA SÉRIE SUPER DRAGS
Gabriel Marchetto

Última alteração: 07-10-19

Resumo


As identidades queer, sexualidades, transexualidades e homofobia, por exemplo, são temas considerados tabus na sociedade brasileira, principalmente em decorrência do caráter conservador neoliberal do cenário político e social atual. Contudo, segundo dados levantados pelo site G1, o Brasil teve 4.473 homicídios dolosos de mulheres somente no ano de 2017, um aumento de 6,5% em relação ao mesmo período do ano de 2016, deste total 946 são feminicídios. Este trabalho, recorte de uma pesquisa em andamento, objetiva analisar ocorrências de discurso homofóbico e binariedade de gênero no seriado Super Drags. Esta pesquisa se baseia em uma perspectiva de pesquisa em linguística aplicada indisciplinar (MOITA LOPES, 2006), teorias queer e sexualidades (MISKOLCI, 2012; BUTLER, 1990; SALIH, 2012), sob alicerce metodológico qualitativo interpretativista (MOITA LOPES, 1994). O discurso homofóbico e de binariedade de gênero aparece em todos os episódios da série, principalmente sob a forma de insultos destinados não somente as personagens principais da série, mas também a personagens secundários. Os resultados parciais apontam que o discurso homofóbico e binário está frequentemente acompanhado por um discurso de ordem de gênero sob a forma de uma masculinidade hegemônica e de heterossexualidade compulsória.



Palavras-chave


Binariedade; Gênero; Discurso