Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Farelo de soja proveniente de grãos avariados na dieta de suínos em terminação
Guilherme Resende de Almeida, João Garcia Caramori Junior, Gerusa Silva Salles Corrêa, Cleber Franklin Santos de Oliveira, Bruno Serpa Vieira

Última alteração: 09-10-19

Resumo


A soja é a principal fonte de proteína de origem vegetal na alimentação animal, fornecendo proteína de boa qualidade além de fornecer energia. Para assegurar a qualidade do grão de soja alguns cuidados devem ser tomados desde o momento da colheita até o seu armazenamento. Alguns fatores podem contribuir com a perda da qualidade, tais como clima, colheita, armazenamento e transporte contribuindo para o surgimento de avarias. Conforme instrução normativa 11/2007, o grão classificado como avariado são aqueles que se apresentem quebrados, queimados, ardidos, mofados, fermentados, germinados, danificados, imaturos e cochos, sendo permitido apenas 8% da ocorrência deste grão. O fornecimento de soja in natura para alimentação de suínos se torna inviável devido à presença de fatores antinutricionais que podem acarretar em danos na saúde dos animais. Desta forma, no processamento dos grãos de soja para obtenção do óleo de soja, obtém-se o farelo de soja que é tostado para reduzir as atividades de enzimas indesejáveis, minimizando os efeitos causados pela soja in natura. O farelo de soja possui alta digestibilidade dos aminoácidos, tornando excelente para rações dos suínos para suprir suas exigências nutricionais. Há escassos relatos sobre estudos com farelo de soja de grãos avariados na nutrição animal. O objetivo do presente trabalho é quantificar o impacto da utilização do farelo de soja proveniente de soja com diferentes níveis (0 a 16%) de grãos avariados na alimentação de suínos dos 63 a 134 dias. O experimento será conduzido no Setor de Suinocultura do Departamento de Zootecnia do Instituo Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Mato grosso – campus São Vicente. Serão utilizados 40 leitões machos castrados com 63 dias de idades e peso médio de 28 kg, distribuídos em um delineamento inteiramente casualizado composto por cinco tratamentos, quatro repetições com dois leitões cada. Os tratamentos foram constituídos por diferentes níveis de farelo de soja avariados, sendo 0, 4, 8, 12 e 16% de avarias. Será avaliado o desempenho dos leitões, ao final de cada fase os animais e comedouro serão pesados para determinação do ganho de peso, ganho de peso diário, consumo médio de ração e conversão alimentar. Ao final do experimento (134 dias de idade), um animal de cada parcela será selecionado para realização da coleta de amostra de sangue para determinação dos níveis circulantes de ureia, creatina, albumina, proteína total e das enzimas asparato aminoatransferase e alanina aminoatransferase, e em seguida serão abatidos para coleta de amostras do intestino delgado (duodeno, jejuno e íleo) para mensuração do tamanho do vilo, profundidade de cripta e relação vilo:cripta. Os dados serão analisados com auxílio do pacote estatístico SAS. Após a verificação da normalidade dos dados e da homogeneidade das variâncias, as observações serão submetidas à análise de regressão em função dos teores de farelo de soja de grãos avariados a 5% de probabilidade. Espera-se encontrar efeito da utilização de farelo de soja proveniente de grãos avariados sobre as características de desempenho, morfometria intestinal e parâmetros sanguíneos, e estimar o nível ótimo de substituição na dieta de suínos em terminação.

Palavras-chave


avaria, morfometria intestinal, suinocultura

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