Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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VALIDAÇÃO DA PRECIPITAÇÃO ESTIMADA PELOS PRODUTOS GLDAS E MERRA EM MATO GROSSO
Altemar Lopes Pedreira Junior, Marcelo Sacardi Biudes, Nadja Gomes Machado, Luiz Octavio Fabricio dos Santos, Israel de Oliveira Ivo, Névio Lotufo Neto

Última alteração: 10-10-19

Resumo


A precipitação tem grande importância no meio ambiente e na economia de Mato Grosso. Existem diversos produtos de reanálise de precipitação, com diferentes escalas espaciais e temporais. No entanto, é necessário avaliar quais apresentam valores confiáveis de precipitação. Dessa forma, o objetivo deste estudo foi avaliar a precipitação estimada pelos produtos GLDAS e MERRA em Mato Grosso. A precipitação foi medida entre 2000 e 2018 em estações meteorológicas convencionais instaladas em Cáceres, Canarana, Cuiabá, Diamantino, Gleba Celeste, Matupá, Nova Xavantina, Padre Ricardo Remetter, Poxoréo, Rondonópolis e São José do Rio Claro e mantidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia. A precipitação foi estimada pelo Global Land Data Assimilation (GLDAS) e o Modern-Era Retrospective Analysis for Research and Applications (MERRA), obtidos da Plataforma Giovanni da National Aeronautics and Space Administration. A precipitação estimada foi analisada em escala diária, mensal e anual através do índice de correlação de Pearson r, índice d de Willmott, Erro Médio Quadrático da Raiz e Erro Médio Absoluto. A capacidade dos produtos em detectar a ocorrência dos eventos de precipitação diários foi realizada pelo método proposto por Wilks. O MERRA subestimou a precipitação diária, mensal e anual em 22.9%, enquanto o GLDAS não diferiu significativamente com a precipitação diária, mensal e anual medida. As estimativas diárias, mensais e anuais do GLDAS apresentaram maiores coeficientes de correlação (r= 0.39; r = 0.88; r = 0.61) e de Willmott (d = 0.58; d = 0.93; d = 0.77) e menores erros (RMSE = 11.47 mm dia-1; RMSE = 61.26 mm mês-1; RMSE = 311.61 mm ano-1; EMA = 5.40 mm dia-1; EMA = 40.38 mm mês-1; EMA = 238.53 mm ano-1) que o MERRA, com resultados mais satisfatórios em Gleba Celeste (r = 0.46; r = 0.92; r = 0.89; d = 0.62; d = 0.96; d = 0.88), respectivamente. Os coeficientes de correlação e Willmott das estimativas da precipitação diária e mensal do (MERRA) foram maiores em Canarana (r = 0.24; r = 0.82; d = 0.43; d = 0.82) e anuais em Cuiabá (r = 0.78; d = 0.59). Os indicadores categóricos atribuem melhor performance do GLDAS em acertar a ocorrência dos eventos de precipitação no Norte do estado, destacando-se Matupá (CSI = 0.55, FAR = 0.04%, BIAS = 0.59 e POD = 0.57). No entanto, esses índices categóricos diminuem à medida que a latitude aumenta até atingir os menores valores em Cáceres (CSI = 0.32, POD = 0.32, FAR = 0.06 e BIAS = 0.35). O MERRA estimou eventos de precipitação que não ocorreram, com melhor em Matupá (CSI = 0.42, FAR = 0 e BIAS = 0.42), e menor em Cáceres (CSI = 0.23, FAR = 0 e BIAS = 0.23). Enfim, os produtos GLDAS e MERRA apresentaram valores mais significativos ao estimar a precipitação no Norte do estado. A precipitação estimada pelo GLDAS foi mais eficiente que o MERRA, assim como, ambos os produtos estimaram de forma satisfatória a precipitação mensal e grande parte da anual e apresentaram baixos índices ao estimar a precipitação diária.

Palavras-chave


Performance de Modelos; Análises Estatísticas; Observações de Superfície.