Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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O USO DO GLOBAL REPORTING INITIATIVE (GRI) POR CORPORAÇÕES ENERGÉTICAS NA AMAZÔNIA BRASILEIRA: SUSTENTABILIDADE E DESENVOLVIMENTO
Jaqueline; Pysklevitz¹;, Urandi Rodrigues², Leandro³ Battirola²;

Última alteração: 09-10-19

Resumo


Resumo

 

A floresta amazônica é detentora da maior biodiversidade do planeta e da maior reserva de água doce do mundo, nesse contexto, a Amazônia tem um papel de destaque no cenário nacional e global, pois contribui para o desenvolvimento econômico do país por intermédio desse valor de capital natural. Em virtude desse potencial fluvial, tem-se um destaque para a utilização desses rios no setor hidrelétrico. A geração hidrelétrica de 2020 a 2050 no Brasil, se concentrará fortemente na região Amazônica, esta região atualmente é caracterizada como a fronteira energética brasileira, na região encontram-se o maior número de áreas protegidas, formadas por unidades de conservação, terras indígenas, terras remanescentes das comunidades dos quilombos, ribeirinhos e uma ampla Biodiversidade de flora e fauna, muitas endêmicas. Para a construção destes empreendimentos hidrelétricos, torna-se necessário cumprir a legislação específica do Conselho Nacional de Meio Ambiente-CONAMA, e é fundamental que a atividade de planejamento, construção e operação desses empreendimentos seja realizada no âmbito de um rigoroso processo de avaliação de impactos ambientais. Para essas corporações a premissa da sustentabilidade tornou-se requisito mínimo para a perpetuação dos seus negócios comerciais, além disso, a sociedade, empresas privadas e instituições públicas, estão mais conscientes de suas responsabilidades cidadãs, tornaram-se mais intensivos as cobranças, sobre as alterações advindas da construção de empreendimentos hidrelétricos. São questões relacionadas a sustentabilidade em diferentes perspectivas, como econômica, social e ambiental em busca de uma nova forma de desenvolvimento. Atualmente, as empresas e corporações vem apresentando em suas ações os resultados por meio do uso de diversas ferramentas, uma delas são o uso de indicadores. Tornam públicas as suas preocupações e apresentam dados perante à sociedade. Destarte, o presente estudo teve como escopo avaliar a visão e a aplicabilidade dos requisitos da sustentabilidade em empresas do setor energético, com base nos parâmetros e indicadores, contidos nos relatórios de sustentabilidades GRI (Global Reporting Initiative). Para alcançar os objetivos, definiu-se três empresas do setor energético brasileiro, que possuem atividades em empreendimentos hidrelétricos na Amazônia e que aderiram ao relatório de sustentabilidade da GRI, versão G4. Posteriormente, realizou-se as análises de 22 itens relevantes, dentro dos padrões de desempenho do GRI, onde se atribuiu a cada item um valor para identificar a existência ou não de informações e o seu grau de explicação e clareza, no sentido de aprimorar a objetividade da comparação. Os resultados, corroboraram a hipótese de que as corporações estão em busca de aperfeiçoar seus planejamentos e ações. Essas empresas estão esforçando-se para serem consideradas como empresas vinculadas a boas práticas de sustentabilidade socioambiental, fazem isso apresentando em seus relatórios as dimensões econômicas, sociais e ambientais. Pela observação dos aspectos analisados,   evidencia-se que, as empresas divulgam suas ações de modo público,  aplicando as regras do GRI, que é uma importante ferramenta norteadora, para que a população e os stakeholders tenham acesso aos dados que estão sendo produzidos e as ações executas, e ainda para que possam conhecer os programas que estão em andamento e, assim, possam cobrar para que essas ações sejam feitas com responsabilidade.

 

 


Palavras-chave


Palavras-chave: Global Reporting Initiative; Hidrelétricas; Sustentabilidade.