Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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A CASA COMERCIAL ALMEIDA & CIA EM MATO GROSSO: Família Almeida e o Grupo Econômico (1894-1927) – um Estudo de Caso.
Virginia Maria Castro de Almeida

Última alteração: 10-10-19

Resumo


Virgínia Maria Castro de Almeida[1]

Coorientador: Prof. Dr. José Manuel Carvalho Marta[2]

Orientador: Prof. Dr. Vitale Joanoni Neto[3]

Resumo: Atualmente muitos estudos fundamentam as teorias sobre comercio e políticas do Império brasileiro, implementadas em Mato Grosso durante a segunda metade do século XIX e primeira metade do século XX. Sem a pretensão de esgotar o assunto, esta dissertação tem como objetivo conhecer a trajetória socioeconômica da Casa Comercial Almeida & Cia, entre os anos de 1894 e 1927, como meio para compreender a dinâmica de funcionamento das Casas Comerciais em Cuiabá e seu entorno. Estabelecendo uma ponte entre autores que analisaram políticas nacionais do Império e Casas Comerciais, discute-se um estudo de caso único sobre a Almeida & Cia, refletindo sobre a empresa familiar, a estratégia usada para diversificar seu nicho de mercado e se contribuiu para o desenvolvimento socioeconômico de Cuiabá e entorno naquele período. Na pesquisa documental e historiográfica, utilizou-se como fontes primárias, documentos da 1ª Coletoria de Cuiabá e de Mato Grosso (APMT), da Inspectoria Commercial de Cuiabá e de Mato Grosso (JUCEMAT), rolo nº 01 contendo as guias de exportação da Subseção da Capatazia, Alfândega de Corumbá (NDIHR – UFMT), a Escritura de Acordo e Desistência assinada entre os herdeiros de João Baptista de Almeida Filho e Antônio Paes de Barros no ano de 1927 (Cartório 2º Ofício de Cuiabá – MT) e o Álbum Gráphico do Estado de Matto Grosso (1914). As fontes secundárias foram obras de memorialistas e historiadores. Quanto aos fins, a pesquisa foi de cunho exploratório e descritivo. A análise dos resultados revelou a existência de empreendimentos rurais e urbanos, especialmente no norte da Província e depois Estado, que possibilitavam integra-la aos mercados internos e externos, portanto negando a tese do isolamento. Nas diferentes regiões e produtos com os quais atuava, gerava emprego e renda, mas não promoveu o desenvolvimento em sua plenitude, ponderando-se que mesmo assim, houve benefícios para seus proprietários: Coronéis da Guarda Nacional e Intendentes da Província, na forma de acumulação de rendas e terras. Observou-se ademais ser a empresa atendida pelo projeto político e econômico do sistema vigente para as regiões periféricas, entendidos posteriormente pela análise da CEPAL como Divisão Internacional do Trabalho (DIT), na qual tinham o papel de exportador de matéria-prima e importador de produtos manufaturados em uma troca desigual.

 


[1] Mestranda em História pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT).

[2] Coorientador. Professor do PPHIS da UFMT; Pesquisador Visitante Sênior (PVS) FAPERO-CAPES e contratado da UNIR. Aposentado da FE e do Mestrado em Agronegócios e Desenvolvimento Regional da UFMT.

[3]Orientador: Professor do PPHIS da UFMT.


Palavras-chave


Mato Grosso; Comércio Internacional; História de Empresas.