Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
AS BAHIAS E A COZINHA MINEIRA: REPRESENTAÇÕES DA TRANSEXUALIDADE NA MÚSICA CONTEMPORÂNEA BRASILEIRA.
EZEQUIEL da CRUZ MACHADO

Última alteração: 27-09-19

Resumo


O conhecimento pedagógico cultural está intrinsicamente ligado ao cotidiano das informações instantâneas que as tecnologias nos proporcionam na contemporaneidade. A pedagogia cultural nas mídias gera aprendizados, transforma identidades e subjetividades. Nesse processo as mídias exercem grande importância e influência, se tornando meio de conhecimento e aprendizagem entre as mais diversas faixas etárias, com maior incidência na infância e na juventude. Alguns embates gerados na sociedade e nas mídias são referentes as questões de gênero e sexualidade. Acerca destes temas surge nas diversas plataformas midiáticas e com mais ênfase nas redes sociais e plataformas audiovisuais uma nova geração de artistas dispostos a serem vanguardistas na luta pela equidade de gênero. É possível notar uma grande repercussão desses novos artistas nas mídias, debatendo e elucidando assuntos referentes as performances de gênero e dando visibilidade à personagem antes ocultadas nas sombras da sociedade. Os discursos midiáticos produzidos em torno/pela banda As Bahias e a cozinha mineira, em que, as duas vocalistas são mulheres negras e transexuais, assim como, suas colocações como agentes da sociedade e suas lutas contra a transfobia, homofobia, entre outros preconceitos nos chamou atenção e desta forma as performances da banda passou a ser nosso foco de investigação. Procurar-se-á com esta pesquisa encontrar qual o propósito da mídia mostrando essas personagens e sua performance para seus públicos e tornando-as artistas representantes transexuais da música contemporânea no Brasil. Buscamos perceber como a pedagogia cultural está ligada no processo de uma educação não fundada no ensino tradicional secular.

 


Palavras-chave


pedagogia cultural, transexualidade, performance.