Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Negro Drama: Reflexões sobre o Racismo Ambiental em Rondonópolis
FELIPE BARBOSA TEIXEIRA

Última alteração: 27-09-19

Resumo


RESUMO: O presente projeto de pesquisa tem a intenção de empreender uma reflexão prévia e introdutória sobre o Racismo Ambiental contra a população negra da periferia de Rondonópolis-MT. Entende-se Racismo Ambiental como uma ferramenta de dominação colonialista que possui uma série de facetas, quais sejam, práticas segregativas espaciais e sociais baseadas no tripé da raça, classe e renda. A pesquisa busca investigar a relação entre Educação e Racismo Ambiental e os desdobramentos na vida e bem-estar da população jovem periférica. Para tal será realizada revisão bibliográfica e documental e em plataformas on-line. Com esses jovens pretende-se registrar seus relatos, com o intuito de compreender a constituição étnica dos bairros periféricos, a renda familiar e a escolaridade. A metodologia do trabalho está fundamentada na perspectiva decolonial, que possibilita o deslocamento da geografia da razão. Busca-se ainda estabelecer uma possível relação entre os processos de fracasso escolar e desescolarização com a depauperação de mão-de-obra, bem como, verificar a existência de uma ligação entre os fatores mencionados e o genocídio de jovens negros (idade de 15 a 29 anos), sendo esse genocídio considerado tanto pela morte literal como pelo aprisionamento, problemas que tem afetado em maior profusão a juventude negra. A pesquisa até o presente tem apontado, em termos de educação, a tendência de se oferecer à juventude de periferia as piores estruturas escolares na cidade. Também se tem evidenciado, através dos números da PNAD Contínua-2017, que em termos de emprego e renda, a juventude negra rondonopolitana das periferias aufere as menores rendas e o maior índice de desemprego. Ao cruzar os dados com o Atlas de Violência-2018 ficou evidenciado que em Rondonópolis 71,2% das mortes violentas por armas de fogo foram infligidas sobre jovens negros (idades entre 15-29 anos, sexo masculino). Além do mais tem se confirmado, como Gonzalez (1982) bem apontou, que há o espaço que se sagra à população branca e o espaço reservado e alocado para a população negra ou “Lugar de Negro” na cidade de Rondonópolis-MT.


Palavras-chave


Juventude Negra; Racismo Ambiental; Educação