Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Juventudes quilombolas: o cotidiano como rota de conhecimento dos modos de vida.
Zizele Ferreira dos Santos, CANDIDA SOARES DA COSTA

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Este trabalho apresenta um projeto de pesquisa de Doutorado em andamento na Universidade Federal de Mato Grosso, no Programa de Pós-Graduação em Educação, na área de concentração Educação, na Linha de Pesquisa, Movimentos Sociais, Política e Educação Popular e vincula-se ao Núcleo de Estudos e Pesquisas Sobre Relações Raciais e Educação (NEPRE/UFMT).

O diálogo entre o projeto decolonial e os sujeitos jovens quilombolas propõe o combate a subalternização epistêmica que se dá na medida em que descortina como se dá a compreensão dessas apropriações e vivências das juventudes quilombolas na condição da colonialidade e legitima as suas produções materiais e imateriais.

A minha postura de construção epistemológica inclui uma aposta metodológica que dialoga e cria através do pensamento descolonial, propondo que, para se dialogar com jovens, especialmente no campo da Educação, é preciso antes, conhecer, dialogar e reconhecer a construção de um conhecimento outro, considerando, portanto, diferentes e diversos tipos de conhecimento, não apenas daqueles validados por uma ciência etnocêntrica.

Acreditamos que para jovens quilombolas realizarem projetos de desenvolvimentos, este passa necessariamente, pela via da educação escolar. E, neste caso, cabe observar como os jovens da Comunidade Rural Quilombo Morrinho, Poconé/MT, experienciam em seu cotidiano vivências que constituem as culturas juvenis, imbuídas de diferentes princípios educativos, inclusive no trabalho.

Diante deste panorama, optamos pela construção de registros, análises e inventário dos tempos cotidianos desses jovens. Compreendemos que neste caso, dado a relevância da pesquisa social, optamos por uma abordagem qualitativa, na qual cumpriremos as seguintes etapas: a) análises bibliográficas e documentais; b) trabalho de campo por meio da coleta de dados utilizando instrumentos como recursos audiovisuais, a fotografia, entrevistas e a observação participante que irá articular as perguntas ao meu objetivo central e ao grupo social que me proponho a pesquisar, juventudes quilombolas de Mato Grosso. Tomando os (as) jovens como sujeitos sociais, buscaremos responder às seguintes perguntas de pesquisa: Quais são os modos de vida desses jovens quilombolas? Como se tecem as culturas juvenis em suas comunidades negras quilombolas? O estudo se vale de um viés sociológico de Educação e da Juventude, ancorando-se na perspectiva da Sociologia da Vida Cotidiana. É de nosso interesse refletir sobre as tessituras elaboradas através das juventudes quilombolas por meio de tramas do cotidiano, de simbolismos possíveis de se observar por meio da construção de um olhar sobre o que não é dito, mas implícito nas relações entre os indivíduos dessas comunidades numa perspectiva de estudos descolonizadores



Palavras-chave


Educação, modos de vida; jovens; quilombolas.