Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Movimento da Internacionalização nos cursos de Pós-graduação da área de Biodiversidade ofertados pelo Instituto de Biociências da UFMT
Thaina Dantas Pereira Santos, Irene Cristina de Mello

Última alteração: 01-10-19

Resumo


A internacionalização da educação superior tem ganhado maior visibilidade no meio acadêmico com a crescente globalização, facilitação dos meios de comunicação e acesso à informação. Na Pós-graduação, o movimento de internacionalização ocorre com maior fluidez, abrangendo múltiplas modalidades como a mobilidade acadêmica, publicação científica e parceria internacional. A CAPES tem sido um importante catalizador desse movimento no Brasil, pois as suas avaliações quadrienais têm incluído a internacionalização como categorias de análises de excelências dos Programas de Pós-graduação. Embora o movimento de internacionalização não seja tão recente, ele não acontece de maneira uniforme e óbvia. Por isso, é importante que as instituições tenham clareza das definições e dos motivos que a levam a se internacionalizar. Este trabalho tem como objetivo investigar como ocorre o movimento de internacionalização nos cursos de pós-graduação Stricto sensu que são ofertados pelo Instituto de Biociências da Universidade Federal de Mato Grosso, campus Cuiabá, os PPGs em Ecologia e Conservação da Biodiversidade e o em Zoologia. Com intuito de identificar quais são as razões, estratégias e ações adotadas pelos mesmos. A área de estudo e a localização geográfica do estado de Mato Grosso foi um dos motivos para escolha dos PPGs.  Nesta pesquisa foi usada a abordagem de investigação qualitativa, do tipo estudo de caso, subsidiado pelos conceitos de Bogdan e Biklen (1994) e Yin (2010), no qual permite a triangulação dos dados, pois os instrumentos de coletas de dados para investigação foram análise documentais, currículo Lattes dos docentes dos PPGs, Documento da Área de Avaliação da CAPES, entrevistas realizadas com alguns docentes, com a coordenação dos PPGs, com o Diretor do IB e um servidor das relações internacionais da UFMT. Os pressupostos teóricos que sustentam a discussão são, dentre outros, Knight (2003, 2004, 2012), Miura (2006), Stallavieri (2004), Morosini (2018), de Wit (2002, 2011), Santos e Filho (2012), por apresentarem discussões sobre o conceito de internacionalização e suas perspectivas. Alguns dos resultados, ainda parciais, evidenciam muitas publicações em periódicos internacionais de qualis elevado e mediante parcerias internacionais, que são resultantes de pesquisas em rede de colaborações internacionais e nacionais, realizadas pelos próprios docentes, entretanto a maioria delas não são institucionalizadas pela UFMT. A formação em instituições internacionais ocorreu, em sua maioria, em nível de pós-graduação, incluído os docentes estrangeiros, nas quais estão distribuídas em 26 universidades e instituições internacionais. A maioria dessas instituições localizam-se na América do Norte, sobretudo nos Estados Unidos da América, seguido do Canadá e do México, depois encontram-se na Europa, na França, na Alemanha e na Espanha. Na América do Sul, predomina as articulações dos docentes com a Argentina, Uruguai e Colômbia. É importante identificar quais países os docentes realizaram sua formação para que possamos mapear redes que foram estabelecidas, que é um dos movimentos de internacionalização que ocorre após essas formações. Este estudo poderá contribuir para o entendimento sobre a existência desse processo e identificar como ocorre, bem como os reflexos no processo de formação dos futuros profissionais, capazes de desenvolverem estratégias para resoluções de problemas e constituição de redes internacionais.


Palavras-chave


Educação em Ciências; Internacionalização do Ensino Superior; Pós-Graduação; Biociências