Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Parâmetros de fermentação ruminal in vitro e produção de metano do capim-marandu associado à níveis de suplementação proteica em sistema silvipastoril
Alyce Raiana Monteiro dos Santos

Última alteração: 04-10-19

Resumo


O uso do suplemento permite a otimização do consumo animal e da digestibilidade da forragem, com isso a inserção da suplementação proteica em sistema silvipastoril pode resultar em duplo benefício rumo a intensificação sustentável da produção animal em pastagens. Com base nisso, nossa hipótese é que a suplementação proteica melhora os parâmetros ruminais e a digestibilidade do capim-marandu [Brachiaria (syn. Urochloa) brizantha (A. Rich.) Stapf] em sistema silvipastoril com eucalipto [Eucalyptus urograndis (híbrido de E. grandis W. Hill ex Maiden and E. urophylla S. T. Blake) clone H13], reduzindo a produção de metano entérico. O período experimental para coleta das amostras de forragem correspondeu ao período de verão de dois anos consecutivos, 01 de novembro de 2016 a 14 de abril de 2017 (ano 1) e 10 de novembro de 2017 a 16 de abril de 2018 (ano 2). Os tratamentos avaliados para incubação in vitro foram: 100% forragem (controle; S0) e forragem associada a quatro níveis de inclusão de suplemento: 0,35 kg dia-1 (S01); 0,70 kg dia-1 (S02); 1,05 kg dia-1 (S03) e 1,4 kg dia-1 (S04). O ano 1 apresentou maior massa de forragem. Maiores teores de fibra em detergente neutro, fibra em detergente ácido e fibra em detergente neutro indigestível na forragem, foram observados no ano 1. A forragem no ano 2 apresentou teor de proteína bruta 21% maior quando comparado ao ano 1. A suplementação afetou todos os parâmetros cinéticos. Com o aumento nos níveis de suplementação, houve aumento linear para taxa de digestão, efeito quadrático para latência e decréscimo linear para tempo médio de digestão. A forragem do ano 2 apresentou os menores valores para latência e tempo médio de digestão. Não foi observado efeito de suplementação sobre o pH ruminal e as concentrações de ácidos graxos voláteis. A digestibilidade in vitro da matéria seca da forragem no ano 2 foi em média 8% maior do que no ano 1 nos níveis S0, S02 e S04. Houve efeito quadrático para as concentrações metano (CH4) e dióxido de carbono. As concentrações de CH4 decresceram até o nível S03, com redução de 44,5% em relação ao S0. A forragem do ano 1 apresentou a menor produção de CH4, sendo 22% menor do que no ano 2. A suplementação ao nível de 0,3% do peso corporal, aumenta a digestibilidade in vitro da matéria seca da dieta e reduz a emissão de metano entérico quando comparado à não utilização de suplemento proteico.


Palavras-chave


Brachiaria brizantha; gases de efeito estufa; mitigação