Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Eficiência de filme de água na redução de IR e temperatura interna do ambiente protegido na cultura do tomateiro: aspectos fisiológicos, bioquímicos e produtivos
Darley Tiago Antunes, Marcio Roggia Zanuzo, Flávio Fernandes

Última alteração: 02-10-19

Resumo


O tomateiro (Solanum lycopersicum Mill.) é cultivada em quase todo o mundo, sendo superada somente pela batata. Aproximadamente 300 mil empregos diretos são gerados como cultivo de tomate, movimentando cerca R$ 2 bilhões anualmente, representando 16% do PIB da produção de hortaliças no Brasil. O uso de estufas agrícolas com objetivo de produzir um efeito guarda-chuva é a solução tecnicamente mais segura para produzir durante a estação chuvosa, contudo, a cobertura transparente acarreta elevação da temperatura interna do ambiente de cultivo, o que também ocasiona problemas de produtividade em função de desordens fisiológicas. Nas regiões onde predomina um verão chuvoso, torna-se necessário estudar a construção de estrutura para a proteção de plantas com o objetivo de fornecer proteção contra a forte insolação, temperaturas elevadas e principalmente, o excesso de chuvas. Um dos fatores que tem contribui para o aquecimento em estufas é a radiação infravermelha (IR). O aumento da temperatura devido à radiação Infravermelha em cultivos protegidos, pode comprometer a produtividade além de aumentar os gastos energéticos para a redução das temperaturas como o uso constantes de ventiladores e evaporadores para produzir um microclima mais favorável ao cultivo, reduzindo os efeitos do stress térmico. A proposta para este estudo é desenvolver uma estrutura capaz de reduzir a incidência de IR e consequentemente a temperatura interna do ambiente protegido, contemplando o uso de um filme de água aplicado a uma cobertura de policarbonato alveolar para filtragem da radiação infravermelho. A produção de tomate no estado de Mato Grosso e no município de Sinop é incipiente à demanda, principalmente devido à falta de incentivos tecnológicos ao setor, dessa forma presente proposta visa desenvolver estruturas adequadas para o cultivo protegido de tomate nas condições climáticas encontrada na região, contemplando os requerimentos de ordem fisiológico, bioquímica, crescimento, desenvolvimento e produção. O estudo será realizado junto a Embrapa Agrossilvipastoril, sendo o experimento composto por três tratamentos: 1- Ambiente protegido sem filtro de radiação infravermelho aplicado a cobertura, que chamaremos de estufa sem filtro (ESF), 2- Ambiente protegido com filtro de radiação infravermelho aplicado a cobertura, estufa com filtro (ECF) e 3- Campo aberto (CA). O sistema manterá as placas cheias e promoverá a recirculação quando a temperatura da água do interior das aplacas atingir 35 ºC. Os resultados do presente estudo representarão expressivo avanço para o setor de produção de hortaliças e poderão representar a quebra de uma barreira de comércio. Os resultados permitirão propor estratégias do ponto de vista produtivo e tecnológico:  Desenvolvimento de modelos de ambiente protegido adequados às condições tropicais, com recursos para o controle das condições ambientais de custos de instalação e operação menores que as estruturas existentes no mercado; Controle das condições ambientais com baixo gasto energético; Desenvolvimento de cobertura para estufas com capacidade de filtragem da radiação infravermelho e redução da carga térmica acumulada e da temperatura ambiente.


Palavras-chave


Tomaticultura, Ambiente Protegido, Radiação Infravermelho.