Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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A PRODUÇÃO DO ESPAÇO URBANO PELAS PRÁTICAS DO MERCADO IMOBILIÁRIO
ALÉXIA GABRIELLE PINHEIRO OLIVEIRA, Sônia Regina Romancini

Última alteração: 10-10-19

Resumo


Resumo: A cidade é vista como mercadoria, assim como seu solo, sabendo disso, o mercado imobiliário torna-se produtor do espaço urbano e ao associar-se às políticas públicas, como o Programa Minha Casa Minha Vida, visa desenvolver regiões, suprir um déficit habitacional e aquecer a economia. Em Cuiabá-MT, a região oeste tornou-se interessante nos últimos vinte anos, pois até o início da década de 1990, essa área encontrava-se fora do perímetro urbano da cidade. Em 1994, definiu-se um novo limite do perímetro urbano, denominado Macrozona Urbana, que incorporou glebas não urbanizadas definidas como áreas de expansão urbana. Em 2001 foi lançado o primeiro condomínio de alto padrão na região, localizado próximo à rodovia Helder Cândia (MT-010), denominado Florais Cuiabá. No decorrer dos anos foram entregues outros condomínios de alto padrão como Florais dos Lagos e Florais do Valle. Devido à presença desses empreendimentos, a margem da rodovia Helder Cândia (MT-010) sofre um boom pelo mercado imobiliário e nos últimos dez anos surgem outros empreendimentos voltados para a classe média. Com a chegada do Programa Minha Casa Minha Vida a Cuiabá, grandes espaços não edificados à margem da rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251) ganham notoriedade para o mercado imobiliário. Em 2009 já estavam à venda plantas de apartamentos e casas do que viria se tornar o bairro Parque das Nações que abriga condomínios horizontais e verticais. Antes do espaço ser produzido pelo mercado imobiliário, a área já possuía bairros próximos às rodovias. Essas vias são portas de entrada e saída de Cuiabá, porém devido à produção do espaço margeando-as foram transformadas em avenidas estruturais de fluxo rápido para os automóveis dos moradores dos bairros pré-existentes e dos empreendimentos que foram surgindo. Em meio ao caos da cidade, a produção do espaço urbano passa a ser desenvolvida pelo mercado imobiliário que visa altos lucros projetando e construindo empreendimentos em áreas de expansão urbana, oferecendo aos seus clientes infraestrutura e equipamentos de qualidade a fim de proporcionar um modo de viver com conforto, comodidade e proteção. No caso da zona oeste de Cuiabá, os novos empreendimentos foram construídos na área de expansão urbana, onde as terras são mais baratas e com grandes glebas que permitem a subdivisão da forma como os empreendedores imobiliários considerarem pertinente ao projeto que será implantado. Nesse contexto, a pesquisa se concentra em analisar o mercado imobiliário que vem atuando como agente produtor do espaço às margens das rodovias Helder Cândia (MT-010) e Emanuel Pinheiro (MT-251), área que concentra inúmeros empreendimentos, sobressaindo-se em maior quantidade os condomínios e loteamentos para a classe média. Para compreender esse processo em Cuiabá, é necessário retroceder ao momento em que a urbe cuiabana intensifica o processo de expansão horizontal. Neste trabalho, apresenta-se o início das considerações sobre esse processo de produção do espaço que vem ocorrendo na área de estudo a partir de leituras que ordenam o planejamento urbano segundo a geografia e o urbanismo.

Palavras-chave: Produção do espaço, Expansão urbana, Mercado imobiliário.


Palavras-chave


Produção do Espaço Regional