Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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CULTURA CIENTÍFICA NO MUNDO DA VIDA – UM ESTUDO SOBRE A CIÊNCIA, EDUCAÇÃO E A INFORMAÇÃO NA PALMA DA MÃO
Mirian Barreto Lellis

Última alteração: 17-10-19

Resumo


O cotidiano é a fonte primária da criação e da inspiração de muitos pesquisadores, um contínuo devir que exprime uma transformação filosófica do indivíduo que o experiencia. Nesse sentido, compreendemos cotidiano como o “mundo da vida” que se produz e se reproduz ordinariamente, num eterno movimento e que está relacionado intimamente à individualidade do sujeito e a tudo o que ele vive. Considerando as práticas sociais como mediadoras da produção de sentido e da vinculação social na contemporaneidade, temos no dia a dia a motivação desta pesquisa, visto que o cotidiano está marcado por uma nova configuração da comunicação, por meio da forma interativa de disponibilizar conteúdos informativos online que alterou as relações no tempo, espaço e significância. Um infinito repositório de informações tornou-se acessível ao público leitor a qualquer hora, em qualquer lugar, por meio dos dispositivos tecnológicos, em particular os smartphones, que mudou nossos modos de interacionar no cotidiano. Essa relação nos convida a refletir sobre o modo como a cultura científica, na forma da divulgação científica, se constrói e é transmitida, na palma da mão, por meio dos celulares. Desse modo, objetivamos investigar a Cultura Científica no universo digital presente no cotidiano das pessoas, nas telas deslizantes ao toque de um dedo. E com base nisso, problematizar: Como a ciência se apresenta na experiência cotidiana das pessoas por meio da comunicação digital? Posto isto, procuramos compreender melhor ciência no aspecto do cotidiano, (re)conceituando-a e/ou ampliando seus entendimentos e concepções, a fim de que isso contribua para a discussão sobre cultura científica ubíqua. Para tanto, partimos do pressuposto de que a ciência não é concebida como tal porque é vista como mercadoria, ou seja, só é ciência enquanto produto, mercado e consumo. Essa hipótese nos leva a pensar se o valor da mercadoria é mais forte do que a ciência. E assim, traçamos três eixos principais de investigação: Ciência, Comunicação e Educação, enredando os aportes teóricos de Berger e Luckmann (2004), Canclini (2006), Certeau (1996, 2008), Heller (2004), Irwin (1998), Lefebvre (1981), Schultz (1979), Vogt (2003, 2006), Pais (2003), entre outros, com o tocante às metodologias de pesquisa qualitativa, construindo, assim, caminhos investigativos para o estudo proposto. Desse modo, temos na informação científica um potente objeto de investigação que, na perspectiva desse estudo, está particularmente direcionado para a relação humano/tecnológico.

Palavras-chave


Cultura científica; Cotidiano; Comunicação; Educação.