Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Impacto de procedimentos cirúrgicos oncológicos na capacidade funcional de pacientes com e sem risco nutricional
jessika cadavid sierra, Thayse Emanuelli Godoy Behne, Diana Dock-Nascimento, José Eduardo Aguilar-Nascimento, Hadassa Hillary Novaes Pereira Rodrigues, Francilene Oliveira Andreo, Maristela Luft Palauro, Mariana Borges Silva Thé

Última alteração: 09-10-19

Resumo


Procedimentos cirúrgicos são comuns em enfermidades como câncer.  A resposta orgânica ao trauma operatório e o estado nutricional são fatores importantes com repercussões na função do músculo esquelético e na capacidade funcional pós-operatória dos pacientes oncológicos. Detectar cedo as alterações funcionais pode diminuir a taxa de complicações, infecções, e o tempo de permanência hospitalar dos pacientes cirúrgicos. O objetivo deste trabalho foi o de investigar o impacto de procedimentos cirúrgicos oncológicos na capacidade funcional de pacientes com e sem risco nutricional. Trata-se de um estudo transversal realizado com pacientes oncológicos candidatos a operações de grande porte entre julho de 2018 a março de 2019 em Cuiabá, Brasil. Os pacientes foram avaliados no Pré e no Pós-operatório, a ferramenta Nutricional Risk Screening-2002 e a dinamometria manual foram utilizadas para avaliação do estado nutricional e a forca de preensão palmar respetivamente. Foram avaliados 92 pacientes, dos quais 55,4% eram homens e 44,6% mulheres, com média de idade de 63 e 50 anos respetivamente. A avaliação nutricional pré-operatória mostrou que 34,8% dos pacientes não tinham risco e 65,2% apresentavam risco nutricional. A força de preensão palmar foi menor no grupo com risco nutricional nesse primeiro momento. Ao comparar a queda da força do pré-operatório para o segundo dia pós-operatório entre os grupos encontrou-se que pacientes sem risco nutricional apresentaram uma queda na força muscular mais pronunciada (p<0,005) que pacientes com risco, sugerindo um impacto da cirurgia maior nesses pacientes sem risco.  Não houve associação entre dados clínicos pós-operatórios como o score ASA, o tempo de jejum pós-operatório e o tempo cirúrgico com o estado nutricional; no entanto foram encontradas diferenças significativas (p=0,049) entre pacientes com risco nutricional e tempo de internação. O risco nutricional se associa com maior tempo de internação hospitalar. Pacientes sem risco nutricional apresentaram queda funcional mais pronunciada como consequência de procedimentos cirúrgicos oncológicos que pacientes sabidamente com risco nutricional. Esses resultados permitem sugerir que medidas pré-cirúrgicas poderiam diminuir o impacto funcional dos procedimentos cirúrgicos e o tempo de internação hospitalar independentemente do risco nutricional.

Palavras-chave


Estado nutricional. Cirurgias oncológicas. Força de preensão manual. Tempo de internação hospitalar. Neoplasias