Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
A ESCOLARIZAÇÃO DA INFÂNCIA EM MATO GROSSO E SUAS REPRESENTAÇÕES (1930-1945)
Francine Suélen Assis Leite, Elizabeth Figueiredo de Sá

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Analisar a infância no período de 1930-1945 propõe dar visibilidade aos espaços sociais de inserção e conformação das experiências históricas de ser criança. A história da infância compreende o contexto histórico das relações da sociedade, da cultura, dos adultos com a criança, quando o pesquisador busca escrever a história da infância desenvolve-se práticas e discursos sobre a criança. A palavra infância vem do latim “infantia” que significa “o indivíduo que ainda não é capaz de falar”, a infância é uma construção histórica e social. A presente pesquisa busca enfatizar e dar foco na criança do período de 1930 a 1945 em Mato Grosso. Com o advento da república no Brasil, a infância passa ser vista com mais foco, controle e atenção pelo Estado, surgem diversas práticas e discursos de cunho da medicina, da justiça e assistência. Neste período objetivava associar o ser humano aos princípios do trabalho e da sociedade, para formar uma sociedade civilizada e moderna. Assim, a presente dissertação se debruça sobre a seguinte questão: Quais as representações dos governantes em Mato Grosso sobre a infância e sua escolarização pública nos períodos de 1930 a 1945?. A questão pesquisa deste projeto surgiu com o intuito de aprofundar ainda mais na História da Infância e de sua escolarização durante o período do governo de Getúlio Vargas em Mato Grosso e objetiva compreender as representações da escolarização da infância em Mato Grosso no período de 1930 a 1945. A pesquisa é embasada na perspectiva da História Cultural, que se desenvolve para dar ênfase nos aspectos permanentes de uma determinada sociedade, mas sempre em busca de ressaltar as micro transformações desta mesma sociedade e considerar os diversos discursos para compreensão da realidade e da História e irá se basear nos pressupostos teóricos-metodológicos do método qualitativo com abordagem histórica. O conceito de representação será utilizado no desenvolvimento da pesquisa, a partir de um diálogo entre Ginzburg e Chartier, ao fazer uma análise dos dois autores é possível perceber que as representações podem dar forma a realidade, esta realidade acaba representada como “verdade”, ou seja, não existem verdades absolutas, mas sim as representações dessas verdades. O termo representação vem do latim repraesentare que significa “tornar presente”, as representações são modos de ver e pensar determinado objeto que se materializa e influencia a prática. O termo começa a ganhar destaque nos séculos XIII e XIV, a representação pode ser caracterizada como o ato de representar algo ausente e que não existe e também pode caracterizar algo que não está presente, mas que existe. Analisar a representação de infância em 1930 a 1945 permite reconstruir o todo e dar significado para determinado período da história, a história da infância é ampla e traz consigo uma diversidade de representações ao longo do tempo. Desenvolver pesquisas na História da Educação possibilita que compreendamos toda a trajetória do passado para entendermos o nosso presente, disponibilizar e destacar estas pesquisas permitem que a sociedade possa conhecer e entender os caminhos trilhados pela educação ao longo do período histórico brasileiro.

 


Palavras-chave


Infância, Representações, Crianças