Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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REALISMO TÉCNICO E FICÇÃO: A PRODUÇÃO DE ISAAC ASIMOV E A UTOPIA TECNOLÓGICA NA ERA DE OURO NORTE-AMERICANA
Luis Claudio dos Santos Bonfm

Última alteração: 07-10-19

Resumo


O realismo técnico, a objetivação dada pela formalização que garante capacidade de manipulação técnica, emerge como substituto das sínteses da razão quando os universais e transcendentais do paradigma clássico se fragilizam entre finais do XVIII e XIX. A racionalidade tecnológica, os positivismos e filosofia analítica expressam essa necessidade de univocidade nas ciências disciplinares, fragmentadas em temporalidades e fundamentos específicos. A unidade que a ‘razão’ e ‘sujeito racional’ promoveu nos conhecimentos clássicos perdeu sentido conforme as ciências da natureza questionaram os sentidos intuitivos e que o realismo promovido pelo empirismo produziu objetos intuitivamente contraditórios – a relatividade do tempo e a multiespacialidade do mundo físico. Enquanto gênero a ficção-científica nasceu relacionada a esse fenômeno epistêmico, ela fornecia um espaço sintético ficcional para avaliar técnico-ciências novas: sobre o homem por exemplo, como em Frankestein de Mary Selley. Nesse sentido, a pesquisa se debruça sobre a produção de Isaac Asimov nos EUA dos anos 1950, período que ficou conhecido como Era de Ouro da ficção científica. O objetivo é avaliar o conteúdo da tecnologia na sua literatura e os desdobramentos dele sobre sentidos culturais amplos como: o conceito de homem, o valor do conhecimento, o destino natural. Assim procura-se compreender o projeto da ficção científica como mediadora entre cultura e ciência neste contexto específico que é o da estabilidade momentânea do sistema social após a crise liberal da primeira metade do século XX.



Palavras-chave


Ficção científica, epistemologia,Isaac Asimov