Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

Tamanho da fonte: 
INFLUÊNCIA TÉRMICA DE REVESTIMENTOS DO SOLO PARA O MICROCLIMA DE PARQUES URBANOS DE CUIABÁ-MT
Ana Clara Alves Justi

Última alteração: 10-10-19

Resumo


O superaquecimento urbano, impulsionado pela crescente expansão das cidades e pelas mudanças climáticas globais, está se tornando um dos principais desafios ambientais da atualidade. Isso porque, a substituição da cobertura natural terrestre por materiais artificiais impermeáveis, altera as propriedades físicas das superfícies e o balanço de energia. Consequentemente, as áreas urbanas possuem temperatura do ar mais elevada do que as áreas rurais do entorno, fenômeno que é denominado de Ilha de Calor Urbana. Sendo assim, objetivou-se com o presente estudo analisar a influência térmica de revestimentos do solo para o microclima de parques urbanos, utilizando o contexto climático da cidade de Cuiabá-MT. Os parques analisados foram o das Águas e o Tia Nair, com o procedimento experimental realizado no período matutino e vespertino, em dias com condições atmosféricas favoráveis e nos meses de novembro de 2017 a março de 2018, representativos da estação chuvosa e abril a agosto de 2018, representativos da estação de estiagem. Em cada parque, o transecto móvel foi dividido em dez pontos com características distintas entre si, coletando dados de temperatura do ar, temperatura de globo, temperatura superficial umidade relativa do ar e velocidade do vento, por meio de um sensor termo-higrômetro do tipo data logger, modelo HOBO – Onset, de uma câmera termográfica infravermelho, modelo i3 – Flir Systems e de um termo-higro-anemômetro digital portátil THAR-185 – Instrutherm respectivamente. Os resultados mostraram que em todos os pontos e ambos parques, o revestimento que mais influencia negativamente o microclima é o asfalto, com variação térmica de 31,0 a 67,3 °C, seguido de concreto (22,7 a 64,3 °C), rocha (22,3 a 52,0 °C), solo exposto (22,3 a 54,3 °C) e folha seca (22,3 a 55,3 °C). Em contrapartida, mesmo que exposta ao sol, a grama mostrou-se adequada como escolha de revestimento para parques urbanos, pois foi a que apresentou menor variação térmica (21,3 a 47,0 °C) e consequentemente melhor influência microclimática. Nessa perspectiva, conclui-se que apesar dos parques urbanos serem opções consolidadas de melhoria ao microclima das cidades, os mesmos devem ser projetados e implementados a partir de estudos como este, com a finalidade de aumentar ainda mais a sua eficiência na mitigação contra o superaquecimento.


Palavras-chave


Temperatura do ar, temperatura superficial, umidade relativa do ar