Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Ascomicetos assexuais decompositores de serapilheira na Estação Ecológica do Rio Ronuro, Mato Grosso, Brasil
Gleyson Cristiano Korpan Barbosa, Patrícia Fiuza De Oliveira, Letícia Martins Krause, Flávia Rodrigues Barbosa

Última alteração: 09-10-19

Resumo


Quando duas formações florestais se encontram, é gerado um complexo mosaico vegetacional que é capaz de criar ecossistemas únicos e peculiares, como no caso da Estação Ecológica (ESEC) do Rio Ronuro que está localizada em zona de transição entre o Cerrado e a Amazônia. Condições ótimas para o desenvolvimento de espécies podem ser geradas nesses locais tornando-os capazes de abrigar grande diversidade de espécies. Compreender a natureza e o funcionamento dos ecossistemas, gerenciar atividades de baixo impacto e ainda criar estratégias de conservação e recuperação de ambientes são alguns dos feitos que podem ser realizados ao se conhecer a biodiversidade de uma área. A diversidade de ascomicetos assexuais em uma área tende a ser elevada se houverem condições favoráveis para o seu desenvolvimento visto que esses organismos encontram-se ativamente presentes, atuando na decomposição da serapilheira acumulada sobre o solo, contribuindo para o fluxo de energia do ambiente sendo a porta de entrada e saída de nutrientes para o solo. Esse grupo de fungos se caracteriza por apresentarem grandes variações morfológicas, reproduzirem-se de maneira assexuada e poderem ser encontrados em diversos ambientes, desde zonas tropicais até ambientes de baixa temperatura. O trabalho tem como objetivo realizar o levantamento taxonômico das espécies de ascomicetos assexuais na ESEC do Rio Ronuro, Nova Ubiratã-MT, bem como ampliar o conhecimento e a distribuição geográfica desse grupo. Duas expedições de coletas (março e setembro de 2019) serão realizadas para a ESEC do Rio Ronuro para a coleta de serapilheira (Folhas, galhos, cascas e frutos) aleatoriamente em 10 diferentes pontos. O material coletado será encaminhado para o Laboratório de Microscopia do Acervo Biológico da Amazônia Meridional da Universidade Federal de Mato Grosso (ABAM - UFMT Sinop), onde será lavado e acondicionado em câmaras-úmidas. O material será observado sob estereomicroscópio por 30 dias e as estruturas reprodutivas dos fungos serão fixadas em lâminas permanentes com resina PVL. As espécies serão identificadas com auxílio de bibliografia específica e as lâminas serão tombadas no acervo do Herbário Centro-Norte Mato-Grossense (CNMT). Como resultados, espera-se encontrar novas espécies e novos gêneros para a ciência, visto que a área de estudo apresenta características propícias para o desenvolvimento da micobiota. Além disso, espera-se encontrar novos registros tanto para o estado de Mato Grosso, quanto para a Amazônia, Brasil e Américas bem como ampliar o conhecimento sobre este grupo de fungos e sobre a sua distribuição geográfica.

Palavras-chave: Fungos Conidiais; Transição Cerrado-Amazônia; Taxonomia