Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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A CONSTRUÇÃO INTERSUBJETIVA DA AULA E A PARTICIPAÇÃO GENUÍNA DAS CRIANÇAS: ANÁLISE DOS CONTEÚDOS REPRESENTACIONAIS NEGOCIADOS NAS SEQUENCIAS DIDÁTICAS POR ALUNOS E SUA PROFESSORA
Sandra Cristina Melo, Daniela Barros da Silva Freire Andrade

Última alteração: 01-10-19

Resumo


O presente estudo está inserido no contexto das pesquisas desenvolvidas pelo Grupo de Pesquisa em Psicologia da Infância(GPPIN/PPGE/IE) e pode ser anunciado pela seguinte pergunta: Em que medida a aula favorece a participação genuína das crianças? Esta questão delineará a pesquisa que  objetiva compreender a construção intersubjetiva das sequências didáticas em diálogo com a noção de participação genuína das crianças. Trata-se de uma análise dos conteúdos representacionais negociados nas sequencias didáticas por professora e seus alunos.  O estudo também dialogará com os pressupostos da teoria histórico cultural (VIGOTSKI) e da pedagógica em participação(OLIVEIRA; FORMOSINHO). Os principais argumentos que sustentam a presente formulação podem ser assim anunciados: 1. O trabalho docente é um trabalho heterogêneo, impregnado do outro, e por isso mesmo, um trabalho de interações humanas sendo mais adequadamente compreendido no âmbito da intersubjetividade onde se dá compartilhamentos e negociações de representações sociais; 2. A práxis educativa pressupõe co-presença dos atores envolvidos, na perspectiva dialógica, valoriza a interatividade e troca de saberes entre professores e alunos anunciando a noção de Pedagogia em Participação;3. O currículo narrativo se efetiva no encontro de significações da professora e das crianças, as mesmas são compartilhadas e negociadas nas vivencias das sequencias didáticas. Deste modo, este estudo situa-se no campo das práticas sociais no contexto educacional e apoia-se no princípio que define as representações sociais como saberes práticos compartilhados. Por um lado, atuam como guias de orientação da prática docente, e por outro, tais representações sociais, constituem parte de um entorno pensante e definem reguladores sociais que podem ou não oportunizar vivências de aprendizagem e desenvolvimento infantil. Ao internalizarem representações sociais crianças constroem suas identidades sociais e criam hipóteses sobre o mundo, com base nas representações sociais, partilhadas no seu grupo de pertencimento, podendo, no exercício de sua atividade criadora, propor novas formas de interpretação da realidade, cujos sentidos evidenciam potencial gerador de representações sociais bem como de influência social. Em última análise trata-se de contribuir para os seguintes debates: em que medida ao organizarmos as sequenciais didáticas numa perspectiva narrativa estaríamos propiciando as crianças vivencias genuínas de participação podendo assim construir suas representações de mundo e dos objetos de conhecimento?. De inspiração etnográfica, o estudo prevê a realização de análise documental, observação participante e entrevista semiestruturadas com crianças e professores de uma turma escolar. A análise dos documentos se dará segundo os princípios da análise de conteúdo semântica e os dados gerados pela observação participante serão analisados compreensivamente e organizados por episódios. Os conteúdos das entrevistas serão submetidos ao procedimento intitulado núcleo de significação, articulando sentidos e significados da professora e das crianças.

Palavras-chave


Representação Social. Práticas Educacionais. Pedagogia em Participação.