Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Espaços de comunicação e de cultura escolar como espaços não formais de educação: youtube como propagador da cultura do conhecimento
Mariana Cristina Mouro

Última alteração: 17-10-19

Resumo


O jovem estudante encontra-se imerso no universo tecnológico. A era digital é atrativa e seu local de encontro consigo mesmo e com seus colegas. Pesquisas apontam que o uso da internet por jovens estudantes tem crescido com o passar dos anos no mundo todo. No Brasil, foi revelado, segundo pesquisa do Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação, que mais de 50% dos estudantes utilizam o celular para pesquisas relacionadas às atividades escolares e a principal plataforma de busca é o youtube. Esta plataforma está no topo das redes mais acessadas em pesquisas escolares, utilizadas para rever conteúdos não compreendidos em sala de aula e busca por novos materiais. As redes digitais são consideradas espaços não formais para o aprendizado de jovens estudantes. Segundo Maria da Gloria Gohn, por espaços não formais de educação entende-se espaços que se localizam em territórios que acompanham as trajetórias de vida dos grupos e indivíduos para além da escola, locais informais onde há processos interativos intencionais, sendo a intencionalidade um elemento importante de diferenciação. O uso de espaços não formais de educação em redes sociais como lugar para o ensino e aprendizado pode ser considerado como ações educomunicativas, processos pertencentes a ecossistemas comunicativos, de encontro de saberes, como defende Ismar Soares, Martin-Barbero, entre outros, assim como de diferentes aprendizados sobre o mundo. Sabendo que os estudantes já utilizam redes na internet como fontes de estudos e que essas fontes são consideradas espaços não formais de educação, bem como de ações educomunicativas, a presente pesquisa busca compreender a partir dos modos de interação nos próprios canais como os jovens utilizam esses canais e qual a contribuição desta relação na construção da cultura do conhecimento escolar e científico. Mais ainda, discute até que ponto a busca pelos alunos de respostas nas redes, considerando inclusive a força comunicativa de professores, de especialistas (youtubers) em diferentes áreas do conhecimento, envolvidos na solução de dúvidas dos estudantes, não constituem uma extensão do ensino formal, no sentido de que as fronteiras entre o formal e não formal podem ser questionadas pelas novas práticas culturais de se relacionar com o ensino e a aprendizagem. Para realizar este estudo, são buscados na rede YouTube canais voltados para o aprendizado da língua portuguesa. A análise será feita em um período de seis meses de postagem. Serão analisados três canais que abordam a língua portuguesa, com o maior número de visualizações. Também será abordado, ao decorrer do trabalho, quem são seus idealizadores, apresentadores e patrocinadores, o público e, principalmente, como se dá a interação entre os professores e usuários por meio dos comentários postados nos vídeos.

Palavras-chave


Comunicação, estudantes, educomunicação, espaços não formais, jovens, youtube.