Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Avaliação da autofagia no fígado e tecido adiposo de animais submetidos à desnutrição proteica na vida intrauterina, lactação e recuperados com dieta à base de soja
Higo Oliveira Inocêncio, Marise Auxiliadora De Barros Reis

Última alteração: 03-10-19

Resumo


Autofagia é o processo de degradação e reciclagem que contribui para a viabilidade celular e o turnover das moléculas citoplasmáticas. A via autofágica é essencial para o desenvolvimento embrionário devido à eficácia em conduzir rápidas mudanças fisiológicas para o crescimento e diferenciação celular. Mais de 30 genes relacionados a autofagia são induzidos em resposta à inanição, glucagon, fatores de crescimento ou patógenos. O mecanismo da autofagia inicia-se pelo englobamento do conteúdo a ser degradado por uma dupla membrana, originando a estrutura denominada autofagossomo e, posteriormente, a fusão dessa estrutura com o lisossomo, passando a ser chamado de autofagolisossomo. Proteínas malformadas ou truncadas, organelas, patógenos e macromoléculas são então degradadas por enzimas lisossomais. A via de sinalização da autofagia contém marcadores centrais de identificação, dentre eles, os mais importantes são as proteínas LC3B (microtubule-associated protein 1A/1B light chain 3B) e SQSTM1 (proteína de ligação à ubiquitina p62). Agravos durante a vida intrauterina e lactação, tais como aqueles causados pela ingestão de dietas pobres em proteína, podem desencadear doenças crônicas não transmissíveis na vida adulta. Dietas à base de soja podem ser uma intervenção dietética indicada para a recuperação desses danos.  Portanto, este projeto terá como objetivo avaliar proteínas da via autofágica no fígado e tecido adiposo de ratos submetidos à dieta hipoproteica durante a vida intrauterina e lactação e posteriormente recuperados com dieta à base de soja até completarem 90 dias de vida. O estudo será realizado no Laboratório de Avaliação Biológica de Alimentos da UFMT e submetido ao comitê de ética animal. As ratas após acasalamento e detecção da prenhez serão divididas em grupos controle (C) e hipoproteico (LP), cada grupo recebendo dieta com 17% ou 6 % de proteína (caseína), respectivamente, durante toda a gestação e lactação. No pós-desmame, filhotes de mães C e LP que receberão dieta a 17% de caseína serão denominados CC e LC, e aqueles que receberão 17% de proteína de soja, formarão os grupos CS e LS. Serão analisadas as proteínas SQSTM1 e LC3B, por immunoblotting, para verificar se os tratamentos dietéticos alteram a via autofágica nos modelos experimentais utilizados.


Palavras-chave


Autofagia, fígado, tecido adiposo, desnutrição proteica