Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Prevalência de inatividade física e fatores associados na região Centro-Oeste: Pesquisa Nacional de Saúde.
Jéssica Almeida Leite, Paulo Rogério Melo Rodrigues

Última alteração: 01-10-19

Resumo


O perfil de morbi-mortalidade dos brasileiros tem passado por transformações que podem ser atribuídas às mudanças nos hábitos de vida, tais como hábitos alimentares inadequados e a redução da prática de atividade física que conduziram à transição nutricional, caracterizada pela elevada prevalência de indivíduos com excesso de peso, fatores de risco para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). A inatividade física está relacionada à incidência e severidade das doenças, por isso, a prática de atividade física é importante para a promoção da saúde e prevenção de DCNT, entre outras. Desta forma, o objetivo desse estudo foi estimar a prevalência da inatividade física na região Centro-Oeste e os fatores associados. Estudo transversal, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, inquérito de base domiciliar, com representatividade nacional, realizado em 2013 no Brasil, incluindo indivíduos com ≥ 18 anos de idade. Para avaliar a inatividade física foram considerados insuficientemente ativos os indivíduos que não praticaram atividade física ou praticaram por menos do que 150 minutos por semana considerando os três domínios: lazer, trabalho e deslocamento para o trabalho. Foram consideradas também variáveis sociodemográficas como sexo, faixa etária e nível de escolaridade, assim como a presença de excesso de peso, segundo o índice de massa corporal, hipertensão arterial e diabetes mellitus e hipercolesterolemia autorreferidas. Nas análises estatísticas foi utilizado o teste do qui-quadrado e foram considerados os pesos amostrais e o efeito do desenho do estudo. Foram avaliados 7519 indivíduos, sendo 52,3% do sexo feminino e 67,9% com idade entre 25 e 59 anos. A prevalência de inatividade física foi de 65,6%, sendo maior entre as mulheres (70,5%), indivíduos com 60 anos ou mais (76,2%) e indivíduos sem instrução ou com ensino fundamental incompleto (81,3%), com p<0,01 para todas as associações. Ao avaliar a associação com as DCNT, verificou-se que a prevalência de inatividade física foi maior entre os indivíduos com obesidade (67,8 vs 65,6%, p<0,01), hipertensão (72,3 vs 62,4%, p<0,01), diabetes Mellitus (71,1 vs 64,0%, p<0,01) e sem hipercolesterolemia (64,5 vs 62,3%, p<0,01). Foi observada elevada prevalência de inatividade física entre os residentes na região Centro-Oeste, com destaque para subgrupos em maior risco e que necessitam atenção especial na promoção de um estilo de vida saudável e protetor para DCNT.

Palavras-chave


Atividade física; Doença crônica.