Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Avaliação de hibridos F1 (Passiflora edulis Sims x Passiflora quadrangulares) resistentes à podridão do colo
Antonio Marcos Chimello, Thalita Neves Marostega, Sthefany dos Santos Maidana Palacios, Lyndenyce Gabryelle Rondon Martins, Rômulo Proença Belisário, Gabriel Vinícius Batista da Silva, Leonarda Grillo Neves

Última alteração: 08-10-19

Resumo


O Brasil é o maior produtor mundial de maraujá, com uma produção de 554.598t em 41.090 ha de área colhida, e essa produção se refere principalmente a espécie Passiflora edulis Sims (maracujá-azedo), representando 97% de toda a área plantando com maracujazeiro no país. Entretanto, essa cultura sofre com vários problemas fitossanitários, como a doença podridão do colo, cujo agente causal é o fungo Haematonectria haematococca, que na sua forma imperfeita é denominado de Fusarium solani Martius. Uma alternativa para solucionar os problemas com essa doença é a transferência de genes de resistência presentes em espécies silvestres de Passiflora. Diante disso, o objetivo do trabalho foi avaliar a resistência genética de híbridos do cruzamento entre P. edulis e P. quadrangulares à doença podridão do colo. O trabalho foi desenvolvido pelo Laboratório de Melhoramento Genético de Plantas, na Universidade do Estado de Mato Grosso (UNEMAT), campus de Cáceres. Primeiramente foi realizado em casa de vegetação a produção de mudas da espécie comercial P. edulis cultivar BRS Sol do Cerrado e da espécie silvestre P. quadrangulares. Em seguida, foi realizado as hibridações interespecíficas, utilizando-se como genitor feminino P. edulis, os botões florais dos genitores em pré-antese foram protegidos com sacos de papel no dia anterior à hibridação, os botões florais do P. edulis foram emasculados antes da antese. No dia seguinte, as anteras das espécies silvestres foram coletadas e os grãos de pólen depositados com o auxílio de pinça nos estigmas de P. edulis. Após a hibridação artificial, os cruzamentos foram identificados e as flores protegidas com saco de papel por 24 h. As sementes (F1) foram semeados para o teste de resistência. Em seguida foi realizado o teste de resistência, foram utilizados vinte e quatro híbridos interespecíficos, além da espécie resistentes (P. quadrangulares) e duas testemunhas de P. edulis, uma com o inóculo e outra sem inóculo (controle). A inoculação foi realizada com o inóculo FSUNEMAT 40, com um disco de micélio do patógeno, de cinco milímetros de diâmetro, crescidos em BDA (batata-dextrose-ágar), e fixado com plástico de PVC sobre um pequeno ferimento, de três milímetros de diâmetro, no colo da planta, a uma altura de dois centímetros do solo, removendo-se o plástico de PVC após cinco dias da inoculação (DAI), foram utilizados 10 características para determinar O grau de resistência ao F. solani. Foi realizado ANOVA, análise multivariada com distâncias generalizadas de Mahalanobis e a construção de um dendrograma pelo método UPGMA. A análise de variância foi significativa para oito das dez características avaliadas. O dendrograma apresentou a formação de quatro grupos, o primeiro grupo foi composto pelo controle, a espécie P. quadrangulares e sete híbridos, sendo esses os mais resistentes e devem dar continuidade ao programa de melhoramento, o segundo grupo foi formado por dois híbridos com resistência intermediaria, o grupo três foi formado pela testemunha com inóculo e quatorze híbridos que não apresentaram resistência e o ultimo grupo foi formado por dois híbridos que também não apresentaram resistência.


Palavras-chave


Maracujazeiro, Fusarium solani, Resistência genética