Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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INTERAÇÃO ENTRE VEGETAÇÃO E SOLO NO EFLUXO DE CO2 NO PANTANAL MATO-GROSSENSE
Danielle Christine Stenner Nassarden

Última alteração: 10-10-19

Resumo


O Pantanal é caracterizado como a maior planície inundada da terra, ocupando cerca de 1,6% do território brasileiro. A principal força moderadora do Pantanal é o seu pulso de inundação. Esse processo favorece a formação de vários estandes monodominantes devido à sua baixa drenagem e ao frequente prolongamento do período de inundação.  Outro fato é o longo período de seca, o que causa frequente estresse hídrico. Diante disso, ao ser modificado a matéria orgânica que é depositada no local, tanto pelo processo de inundação quanto pela formação de estandes monodominantes, a sua decomposição também é modificada, bem como a formação de CO2. A respiração do solo, ou efluxo de CO2, é considerado um dos maiores componentes do ciclo de carbono da atmosfera. O objetivo deste trabalho será analisar a influência do ciclo hidrológico do Pantanal e os estandes monodominantes de vegetação, são capazes de alterar as propriedades químicas e físicas do solo, bem como o processo de respiração do solo e/ou efluxo de CO2. As coletas ocorreram entre 2015 a 2017, foram realizados em três tipos de vegetações: (i) Vochysia divergens; (ii) Ipomoea carnea (iii) Combretum lanceolatum . Em casa vegetação foram coletadas amostras indeformadas de solo para análise química e física do solo, bem como, durante o período de 2 horas, foram coletados medidas de efluxo de CO2, totalizando cerca de 6 coletas por local. As coletas foram realizadas em três períodos hidrológicos distintos denominados de: (1) Início da Enchente; (2) Vazante; (3) Estiagem. De acordo com os resultados obtidos  a argila, Us, Ts e a CTC foram os principais fatores de alteração do efluxo de CO2 de acordo com a PERMANOVA. Houve diferença entre as estações e as vegetações. As três vegetações apresentaram diferença significativa durante o período de estiagem, isso se justifica pelo estresse hídrico. Na vegetação de Vochysia divergens houve diferença entre o Início da inundação de 2015 (5,4±0,25) e no ano de 2016 (6,12±0,06), devido a baixa Us e o elevado pH.  Nas vegetações de Ipomoea carnea e no Combretum lanceolatum houve diferença entre o período de vazante, nos anos de 2016 (4,3±0,03 ; 4,7±0,2) e 2017 (5,3±0,03 ; 5,75±0,11). Diante disso, pode se concluir que os tipos de vegetações e suas interações e respostas  aos períodos hidrológicos, influenciaram nas propriedades químicas do solo, bem como na taxa de efluxo de CO2 .