Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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A EXCOMUNHÃO COMO UM INSTUMENTO POLÍTCO NO REINADO DE RICARDO I, O CORAÇÃO DE LEÃO (1157-1199)
Jario Sena Souza

Última alteração: 07-10-19

Resumo


 

Por meio da ação do Imperador Constantino (272-337), no ano de 312, o cristianismo se tornou a religião do Império Romano. Diante disso, a Igreja se encontrava frente à necessidade de consolidar o seu poder em face da sociedade. Para tal, em seu processo de consolidação, ela se apropriou de diversos dogmas e rigidez hierárquica e os impôs à sociedade. Porém, nos séculos seguintes, mais especificamente em meados do XI, a Igreja e o Império Romano protagonizavam um grande confronto: em seu centro, estavam as disputas entre os poderes secular e religioso. Nesse cenário, podemos evidenciar a Igreja a se utilizar de seu poder religioso na disputa política da época. A excomunhão era uma das ferramentas empregadas com esse objetivo político. Ao decorrer do tempo, a Igreja a descaracterizou do seu papel principal, que era corrigir. Tal descaracterização se refletia no reinado de Ricardo I, o Coração de Leão, na Inglaterra no século XII. Colocando o rei e a Igreja em conflitos constantes. Ao mesmo tempo que a excomunhão era um instrumento para punir os infiéis, ela também era usada com objetivo de suprimir um concorrente direto de um cargo clerical. Portanto, não havia uma unidade no discurso da excomunhão que seguia ao sabor das demandas políticas emergentes. Nesta comunicação, buscamos compreender seus diferentes usos ao longo do reinado de Ricardo I, sobretudo antes da sua partida para a Terceira Cruzada (1189-1192).

 


Palavras-chave


Excomunhão, Ricardo I e Igreja