Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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EFEITO AGUDO DE DIFERENTES FREQUÊNCIAS DE VIBRAÇÃO MECÂNICA NO DESEMPENHO DO SALTO VERTICAL.
CRISTIANE BRAZ DE SOUZA FRANÇA, Jonatan Stre Peres, Jacielle Carolina Ferreira

Última alteração: 04-10-19

Resumo


Embora os efeitos positivos da Vibração de Corpo Inteiro (VCI) na melhora do desempenho na força explosiva e potência sejam bem demonstrados, existe  uma grande variação nos protocolos de treinamento e nas frequências utilizadas, o que dificulta a avaliação da eficácia do treinamento de VCI. Uma das inconsistências acerca dessa modalidade de treinamento é se há uma frequência de VCI ideal que promova maior estímulo no sistema neuromuscular. Assim, o objetivo desse estudo foi verificar o efeito agudo de diferentes frequências de VCI no desempenho do salto vertical. Participaram do estudo 24 homens saudáveis e fisicamente ativos, com idade de 25,63 ± 5,22 anos, massa corporal de 84,44 ± 21,91 kg, altura de 173,80 ± 21,13 cm e percentual de gordura de 14,28 ± 6,27 %. Os voluntários foram familiarizados com o teste do Salto com contramovimento (SCM) e com a VCI na plataforma vibratória oscilatória na posição de semi-agachamento com os joelhos mantidos em uma angulação de 130°, realizando uma tentativa de 30 segundos em cada uma das quatro frequências utilizadas neste estudo (5, 15, 22 e 30 Hz). Nas demais visitas, os voluntários realizaram o protocolo de exercícios com VCI. Antes de iniciar o protocolo de VCI, os voluntários realizaram um aquecimento geral, após dois minutos realizaram três tentativas válidas do SCM, com intervalo de 10s entre tentativas. Na sequência, foi iniciado o protocolo de VCI, que consistiu em quatro séries de 30 segundos de semi-agachamento isométrico com intervalo de 30 segundos entre as séries. Finalizado o protocolo de VCI, foi repetido o teste de SCM após um e cinco minutos do término do protocolo. Em cada um dos momentos os voluntários realizaram três tentativas do SCM. A ANOVA two-way de medidas repetidas aplicada nos dados brutos do SCM mostrou não haver efeito principal significativo de frequência e de momento e não houve efeito de interação significativo. Analisando os valores de delta de desempenho (Altura do salto pós um minuto de VCI – Altura do salto pré VCI = Δ1SCM; Altura do salto cinco minutos pós VCI – Altura do salto pré VCI = Δ5SCM), para o Δ1SCM não houve diferença entre as quatro frequências utilizadas. Para o Δ5SCM, a frequência de 22 apresentou maior delta em relação à de 30Hz (p=0,03; F=3,22; ω²=0,53; η²=0,49). Ao comparar o desempenho mais alto e o valor basal, independentemente da frequência de vibração, 1min e 5min após a vibração mostraram diferenças significativas (1min: p = 0,01; ω² = 0,99; η² = 0,71; 5min: p = 0,01; ω² = 0,99; η² = 0,71). A vibração mecânica potencializou o desempenho do salto SCM um minuto e cinco minutos após o estímulo vibratório ao considerar a maior e menor variação de desempenho, independente da frequência de vibração, sugerindo que as frequências de vibração estimulam o sistema neuromuscular de maneira diferente para cada sujeito. Ao considerar as frequências fixas, a de 22 Hz demonstrou promover maior variação positiva de desempenho em relação à frequência de 30 Hz.

Palavras-chave


Força Explosiva; Vibração de Corpo Inteiro; Salto com Contramovimento.