Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Consumo de frutas, verduras e legumes na região Centro-Oeste: Pesquisa Nacional de Saúde
Emilly Della Pasqua Espindola, Paulo Rogério Melo Rodrigues

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Resumo: O consumo de frutas, verduras e legumes (FVL) é essencial para manter-se uma alimentação adequada e saudável, pois fornecem micronutrientes, fibras e outros componentes necessários para o bom funcionamento do organismo, além da manutenção e proteção da saúde. De acordo com a Organização Mundial da Saúde o consumo diário deveria ser de pelo menos 400 gramas de FVL, o que equivale, ao consumo de cinco porções desses alimentos, contudo, apenas um em cada quatro brasileiros consomem a quantidade recomendada. O consumo inadequado de FVL é considerado fator de risco para as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT). Dessa forma, o objetivo desse trabalho foi estimar o consumo adequado de FVL em indivíduos residentes na região Centro-Oeste e os fatores associados. Estudo transversal, com dados da Pesquisa Nacional de Saúde, inquérito de base domiciliar, com representatividade nacional, realizado em 2013 no Brasil, incluindo indivíduos com ≥ 18 anos de idade. Estabeleceu-se como consumo adequado a ingestão de cinco ou mais porções de FVL na semana e inadequado menos do que cinco porções de FVL na semana. Foram consideradas também variáveis sociodemográficas como sexo, faixa etária e nível de escolaridade, assim como a presença de excesso de peso, segundo o índice de massa corporal, hipertensão arterial e diabetes mellitus e hipercolesterolemia autorreferidas. Nas análises estatísticas foi utilizado o teste do qui-quadrado e foram considerados os pesos amostrais e o efeito do desenho do estudo. A prevalência do consumo adequado de FVL foi de 71,3%, sendo mais frequente entre as mulheres (77,3%), na faixa etária de 40-59 anos (74,9%) e entre indivíduos com maior nível de escolaridade (84,3%), enquanto a maior inadequação foi observada entre os solteiros (66,7%). Ao analisar o consumo de FVL em relação às DCNT, observou-se que houve maior frequência de consumo entre os indivíduos que apresentavam excesso de peso (73,3%), hipertensão (73,1%), diabetes (75,4%) e hipercolesterolemia (79,5%), comparados aos que não apresentavam tais condições. Por se tratar de um estudo transversal, isso por ser explicado pelo fato de que aqueles indivíduos que já possuem uma doença pré-existente tendem a cuidar melhor da saúde e por consequência aumentar o consumo de FVL. Quase um terço dos indivíduos avaliados apresentou inadequação no consumo semana de FLV, com destaca para subgrupos em maior risco e que necessitam atenção especial na promoção para uma alimentação adequada e saudável.

Palavras-chave: consumo, fruta, verduras, legumes, doenças crônicas não transmissíveis