Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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ANÁLISE DA FREQUÊNCIA E DO PADRÃO DOS VENTOS DE UMA SUB BACIA HIDROGRÁFICA NO PANTANAL MATO-GROSSENSE
Keylyane Santos da Silva Alves

Última alteração: 10-10-19

Resumo


Os ventos se originam em decorrência da diferença de pressão atmosférica entre duas regiões. Os fatores da macroescala são responsáveis pela formação dos ventos predominantes, enquanto que os fatores da topo e da microescala tem influência na formação dos ventos locais. Para determinar o regime de ventos de maneira mais precisa possível de uma dada região, é necessário medições anemométricas com um significativo período amostral e uma adequada distribuição espacial. A sub bacia Ribeirão Ponte de Pedra é uma sub bacia do Rio São Lourenço, situada a aproximadamente 30 km da cidade de Rondonópolis – MT entre as latitudes -16° 32’ 22” e -17° 10’ 43” e longitudes -54° 54’ 37” e -54° 07’ 31”, onde foram instaladas duas pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) na sub bacia Ribeirão Ponte de Pedra, a PCH Rondonópolis e a PCH José Gelázio da Rocha. Este trabalho tem como objetivo apresentar o padrão de escoamento atmosférico na sub bacia Ribeirão Ponte de Pedra, medido por cinco estações micrometeorológicas, entre os anos de 2018 e 2019. As estações foram estaladas levando-se em conta as PCHs, nomeadas de A1, A2, A3, M1 e M2, a partir da montante da PCH José Gelázio para a jusante da PCH Rondonópolis. As análises dos dados foram feitas para o período quente úmido (novembro a abril), considerando os meses de transição outubro e maio. A partir das análises dos dados, os resultados previamente obtidos mostraram que para estação A1 as direções dos ventos tiveram maiores frequências no sentido sul, com ressalva para os meses de transição onde estas foram no sentido nordeste. Para estação A2 as maiores frequências de direção foram no sentido nordeste, apenas o mês de maio apresentou direções no sentido nordeste e noroeste. Na estação A3 as maiores frequências foram no sentido oeste com algumas frequências no sentido leste, apenas o mês de outubro com sentidos nordeste e sudeste. Na estação M1 de outubro a março as direções se concentraram no sentido sudoeste e em abril e maio além destas direções ocorram no sentido noroeste. Por fim, na estação M2 a maior frequência foi no sentido nordeste para todos os meses, apenas o mês de maio que apresentou frequências sudoeste também. Para tais diferença pode-se associar a diferentes características da superfície da região, já que esta está intrinsicamente relacionada ao comportamento dos ventos locais.


Palavras-chave


Vento, Frequência, escoamento atmosférico