Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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APLICABILIDADE DA TEORIA DA ESCALA METABÓLICA A UM ECOSSISTEMA DE VEGETAÇÃO MISTA EM CONDIÇÕES DE CERRADO EM ÁREA DE INFLUÊNCIA DE TORRE MICROMETEOROLÓGICA (SANTO ANTÔNIO LEVERGER-MT)
Roberta Lima Moretti

Última alteração: 10-10-19

Resumo


O metabolismo, por ser gerador e controlador da biogeoquímica, é fundamental para o entendimento da interação biosfera-atmosfera. A Teoria da Escala Metabólica descreve o metabolismo, tanto de indivíduos, como de ecossistemas, com um conjunto de leis derivadas principalmente da idealização da estrutura da rede de distribuição de recursos do sistema. Para tanto, considera-se que nos diversos sistemas vasculares existe um fluxo de fluído através das redes, com objetivo de entregar recursos as diferentes partes do organismo, caracterizado por ramificações de diferentes tamanhos, que compreendem diferentes fluxos e possivelmente apresentam uma simetria fractal para redução de gastos. Embora possam existir diferenças na estrutura das redes e no fluído, como viscosidade e tipo de recurso a ser distribuído, ainda sim, acredita-se ser possível construir um modelo conceitual com princípios básicos e ferramentas matemáticas que possibilite o estudo dessas redes vasculares. Além disso, muitas características fundamentais de espécies medidas a diferentes níveis biológicos de organização parecem ser descritas por uma função matemática do tipo Lei de Potência, que relaciona essas características a massa do corpo (M), com expoentes que são múltiplos de ¼. Trabalhos recentes têm unido essas relações à TEM, que aponta que os expoentes proporcionais à quarta potência podem ser explicados considerando que o metabolismo basal (B) é proporcional à M0,75. A TEM também afirma que, devido ao metabolismo ser uma sequência de reações químicas determinas por processos biológicos, a temperatura possui forte influência na taxa metabólica. Portanto, a equação central da MTE é estruturada em duas relações: Lei de Potência e Equação de Arrhenius para Cinética Bioquímica. Ao assumir que o metabolismo depende primordialmente da massa do ser vivo, e considerando que um ecossistema é formado por uma comunidade de seres vivos, a TEM têm sido utilizada em diversos trabalhos tanto para descrever indivíduos, como também, ecossistemas e os resultados encontrados são diversos, tanto no sentido de corroborar com o modelo teórico, como também de apontar desvios e possibilidades de ajustes para a teoria. Considerando estes aspectos, o objetivo geral desse trabalho é averiguar a aplicabilidade da TEM a um ecossistema localizado em uma área de influência de torre micrometeorológica caracterizada por cobertura vegetal heterogênea em condições de cerrado (Fazenda Miranda - Santo Antônio de Leverger /MT). A metodologia do trabalho foi estruturada nas seguintes etapas: medir as dimensões das estruturas arbóreas da área de influencia da torre e averiguar se as relações alométricas encontradas estão de acordo com os pressupostos da TEM (1); estimar a biomassa total que efetivamente contribui para as mediadas de efluxo de CO2 na torre micrometeorológica (técnica de covariância de córtices turbulentos) (2); verificar se a relação entre a biomassa  do ecossistema e o metabolismo estimado a partir de sua respiração obedece ao proposto pela MTE. Até o presente momento, a etapa (2) foi concluída e o modelo temporal para biomassa vegetal equivalente (área de influência da torre) gerou valores de biomassa entre 696 e 1138 Mg e a energia de ligação do ecossistema equivale a aproximadamente 1,0 eV.


Palavras-chave


Teoria da Escala Metabólica; Relações alométricas; Metabolismo de Ecossistemas