Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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PERIÓDICOS CIENTÍFICOS: ATOS DE ESCRITURA, SIGNIFICANTES DO CONHECIMENTO PRODUZIDO NA ÁREA DA EDUCAÇÃO NA REGIÃO CENTRO-OESTE DO BRASIL E O NEXO COM OS PARÂMETROS QUALIS
Dioneia da Silva Trindade, Silas Borges Monteiro

Última alteração: 01-10-19

Resumo


Esta investigação deriva de uma pesquisa de doutoramento em Educação, ora em andamento, vinculada ao grupo Estudos de Filosofia e Formação, do Programa de Pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT). Objetiva compor uma cartografia dos periódicos científicos da área da Educação, situados na região Centro-Oeste, qualificados pela Capes, descrevendo os parâmetros normativos para a qualificação qualis, e como esse movimento heterônomo reverbera nos periódicos e na pós-graduação em Educação stricto sensu dessa mesma região. Teoricamente, aporta-se ao pensamento derridiano, principalmente no que toca ao conceito de escritura, elaborado por Jacques Derrida (1973), que tangencia o debate a tensionar o fenômeno da linguagem. Este gesto filosófico do autor, potencializa-se em sua discussão acerca de O fim do livro e o começo da escritura, em sua clássica obra intitulada Gramatologia. Ao modo derridiano, a escritura aqui é concebida como um movimento de desconstrução da metafísica logocêntrica que se inspira na crença do domínio da razão. A partir do signo (palavra), Derrida expõe sua compreensão acerca da desconstrução do pensamento binário. Como dirá Derrida (1973), na relação binária, um signo estabelece uma combinação entre significante (forma) e o significado (conteúdo). O papel do signo é espelhar um objeto no decurso de sua ausência. Refutando esta ideia, esse filósofo concebe que o significado é inseparável de seu significante, pois um significante remete à elaboração de outros significantes. Estes, por sua vez, transbordam outros significantes, constituindo movimentos que vão para além das centralidades e linearidades, instituindo rastros a deslocarem o pensamento a gestos de afirmação das diferenças. Assim, nesta pesquisa, os periódicos científicos são tratados analiticamente como atos de escritura, denotando modos outros de disseminação de sentidos e, ainda que possuam critérios heterônomos estabelecidos pela área para definir sua qualificação, ao mesmo tempo querem criar sua identidade editorial e sua política de publicação. Nos liames da filosofia da diferença, indagamos: Que parâmetros normativos validam e qualificam um periódico científico no Brasil, e como isto reverbera nos programas de pós-graduação em Educação? A abordagem metodológica opera nas sinuosidades da cartografia de Deleuze e Guattari, que lhe concebem a atribuição de método visando acompanhar um processo e não representar um objeto. Os rastros instituídos até o presente momento, mediante pesquisa exploratória e análise documental, denotaram que para a avaliação quadrienal 2013-2016, estava em vigência a classificação a integrar oito estratos expressos em ordem decrescente de valor: A1, o mais elevado, subsequentemente A2; B1; B2; B3; B4; B5; e C, com peso zero (BRASIL, 2008). Para a avaliação 2017-2020, a estratificação está definida em A2; A3; A4; B1; B2; B3; B4; e C. Os quatro primeiros estratos que definem a qualidade dos periódicos são: Qualis A1 – exige que o FI do periódico seja igual ou superior a métrica de 3,800 citações; A2 – Exige FI entre 3,799 e 2,500. Para o B1- FI entre 2,499 e 1,300; e B2- FI entre 1,299 e 0,001. Para ser incluído nos quatro estratos superiores, o periódico deve ter FI medido pelo Institute for Scientific Information (ISI) (BRASIL, 2017).

Palavras-chave


Educação. Escritura. Periódicos científicos.