Sistema de Eventos Acadêmicos da UFMT, XI Mostra da Pós-Graduação

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Depressão Puerperal: Pesquisa intervenção com casais identificados com fatores predeterminantes e vulneráveis ao adoecimento.
Lohaine Souza da Silva, Rosa Lúcia Rocha Ribeiro, Maria Aparecida Rodrigues da Silva Barbosa

Última alteração: 24-10-19

Resumo


As famílias vivenciam novas e complexas experiências decorrentes do nascimento de um filho e, em decorrência aos acréscimos nas responsabilidades e mudanças ocorridas nesse momento, para os pais, podem surgir os conflitos, incertezas, dúvidas e anseios, que são alguns dos fatores desencadeantes de sofrimento mental. De acordo com o Ministério da Saúde, de 10 a 15% das mães e 10% dos pais são suscetíveis ao desenvolvimento da Depressão no Pós-Parto (DPP). Esse estudo tem como objetivo principal construir um modelo assistencial de enfermagem para a promoção da saúde mental de casais em gestação, com risco de desenvolver depressão após o nascimento do filho. Também tem como objetivos específicos: Identificar casais vulneráveis ao desenvolvimento de depressão após o nascimento do filho a partir da aplicação do histórico de enfermagem, ecomapa e genograma de família; Desenvolver intervenções que visem minimizar os fatores de risco para o desenvolvimento da depressão após o nascimento do filho; Avaliar a ocorrência sintomatologia depressiva indicativa de provável depressão pós-parto em casais após a intervenção de enfermagem; Avaliar a efetividade das ações desenvolvidas para promoção da saúde mental. Metodologia: Trata-se de um estudo qualitativo do tipo pesquisa convergente assistencial em que utilizaremos atividades em grupos, entrevistas semiestruturadas individuais, histórico de enfermagem, aplicação do genograma e ecomapa e da Escala de Depressão Pós-natal de Edinburgh. Juntamente com a transcrição dos arquivos de gravações de áudio dos encontros (entrevistas e atividades em grupo), o tratamento desse material será realizada pelo método da Análise Temática, que ao final irão constituir os resultados desta pesquisa. Foram realizados até o momento três atividades em grupo, sendo elas (1°) maternidade e paternidade – sobre esse tema, buscamos desmistificar os papéis de mãe e pai construídos socialmente, em que o pai é somente responsável pelo suporte financeiro à criança e que a mãe nasce sabendo ser mãe e, por isso, deve ser perfeita nesse papel; (2°) assistência ao parto e prevenção da violência obstétrica – sobre esse tema, buscou-se elucidar dúvidas sobre quais são as violências obstétricas mais comuns, seus direitos no parto e pós-parto e órgãos que os garantem e (3°) amamentação eficaz pós parto – com essa discussão, busca-se sanar as dúvidas e falsas noções sobre a amamentação, bem como possibilidades e impossibilidades, amamentação efetiva, assim como técnicas que auxiliam sua efetivação; além dessas atividades grupais, foram realizados dois encontros individuais com as participantes deste estudo. Os resultados encontrados, até o momento, demostraram que as duas gestantes que conversamos até o momento apresentam fatores de riscos importantes para o desenvolvimento da DPP, tais como: ser mãe “solo”, baixa renda familiar, histórico de violência familiar e o companheiro com alto risco de desenvolver a DPP.


Palavras-chave


Depressão puerperal; Enfermagem; Maternidade; Paternidade.